Brasil
Moraes autoriza exames hospitalares em Bolsonaro após mais de 24 horas da queda
Ex-presidente será levado ao DF Star para tomografia, ressonância e eletroencefalograma; decisão ocorre após negativa inicial do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) a realização de exames médicos em Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília. A decisão foi tomada mais de 24 horas após o registro da queda sofrida pelo ex-presidente na cela da Superintendência da Polícia Federal.
O novo despacho se baseia em relatório da Polícia Federal elaborado às 9h desta terça-feira (6). No documento, os agentes registraram que Bolsonaro relatou ter sofrido uma “queda da cama durante esta noite enquanto dormia”, com diagnóstico de “traumatismo craniano”.
Segundo o relatório, o ex-presidente estava consciente, orientado e sem déficit neurológico no momento da avaliação. O texto também menciona uma “lesão superficial cortante em face (região malar) direita” e ferimento no “hálux esquerdo”.
A autorização foi concedida após a defesa apresentar um pedido médico assinado pelo Dr. Brasil Ramos Caiado, responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro em sua recente internação. O documento indicou a necessidade urgente de exames de tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma em ambiente hospitalar especializado.
No despacho, Moraes determinou: “Autorizo o deslocamento de Jair Messias Bolsonaro para o hospital DF Star, no dia 7 de janeiro de 2026”, listando expressamente os três exames solicitados.
A decisão também estabelece medidas de segurança. O transporte será realizado pela Polícia Federal, com desembarque pela garagem do hospital, além de vigilância integral durante os exames e no retorno à Superintendência da PF.
Bolsonaro ficou ferido após um mal-estar na madrugada de terça-feira. Ele bateu a cabeça em um dos móveis da cela e recebeu atendimento médico após relatar o ocorrido à equipe da Polícia Federal. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi a primeira a divulgar a informação, afirmando que o ex-presidente estava sob cuidados médicos por volta das 9h, horário previsto para sua visita.
Em publicação nas redes sociais, Michelle criticou a demora na autorização. “A gente não sabe por quanto tempo ele esteve desacordado e ele não sabe explicar”, afirmou. Ela também disse que a PF não tem autonomia para retirar um custodiado em situação de emergência hospitalar.