Amazonas
Mortes por vírus respiratórios no Amazonas têm redução de 14,6% em relação a 2024
Foram notificados 604 casos em 2025 e 844 em 2024, em igual período, conforme documento detalhado no https://www.fvs.am.gov.br

A Secretaria de Saúde do Amazonas divulgou, nesta segunda-feira (09/06), uma nova edição do Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios, destacando a redução nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionada a infecções virais no estado. O relatório completo pode ser acessado no site da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP): www.fvs.am.gov.br.
Entre os dias 1º de janeiro e 7 de junho de 2025, o Amazonas contabilizou 1.996 notificações de SRAG. Desses, 604 foram atribuídos a vírus respiratórios, representando uma queda de 28,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando houve 844 casos confirmados.
No mesmo intervalo de 2025, o estado registrou 35 mortes por infecções respiratórias virais, o que indica uma redução de 14,6% em relação aos 41 óbitos notificados em 2024. Das mortes confirmadas neste ano, 20 foram por covid-19, 12 causadas por influenza A, 2 por influenza B e 1 por parainfluenza.
Nas últimas três semanas analisadas, de 19 de maio a 7 de junho, os grupos mais afetados foram: crianças com menos de 1 ano (30%), seguidas por crianças de 1 a 4 anos (28%), idosos com 60 anos ou mais (22%), jovens entre 10 e 19 anos (8%), crianças de 5 a 9 anos (5%), adultos de 40 a 59 anos (5%) e, por fim, pessoas de 20 a 39 anos (2%).
Durante o mesmo período, as amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), vinculado à FVS-RCP, apontaram os seguintes vírus como os mais prevalentes: rinovírus (50,8%), influenza A (36%), vírus sincicial respiratório (8,9%), influenza B (6,4%) e adenovírus (5,9%).
Rede de Assistência Estadual
De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a ação integrada entre vigilância e assistência vem contribuindo para o maior controle de SRAG no Estado. A rede estadual conta com 17 unidades de referência para atender a população, com equipes capacitadas para prestar total assistência.
São estratégias essenciais no controle de SRAG nas unidades de saúde a triagem de sintomáticos respiratórios, testagem rápida para diagnóstico de Covid-19, exames laboratoriais para identificação de outros vírus, exames de imagem e tratamento, conforme o quadro clínico do paciente.
Estratégias como o programa Alta Oportuna, implantado nos prontos-socorros infantis, são exemplos de ações que vêm contribuindo com o maior controle. A medida, que consiste em entregar aos pais o kit de medicamento e orientações para o tratamento em casa, após a alta hospitalar, não só vem ajudando a evitar que a criança retorne ao hospital, como também ajuda a desafogar a rede de urgência e emergência.
De acordo com a SES-AM, o atendimento inicial às síndromes gripais deve ser buscado nas Unidades Básicas de Saúde. Em casos mais graves, buscar atendimento hospitalar.
Medidas de Prevenção
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, orienta que, para prevenir as síndromes respiratórias, é fundamental adotar medidas simples, como a higienização frequente das mãos, a prática da etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar) e evitar aglomerações.
É imprescindível que pessoas com sintomas respiratórios, profissionais de saúde, os que precisam entrar em contato com indivíduos sintomáticos e quem faz parte de grupo de risco, como idosos, quem tem comorbidades e indivíduos com doenças de imunossupressão usem máscara de proteção respiratória para evitar transmissão de vírus respiratórios:
É ainda essencial proteger crianças menores de seis meses de idade, evitando a exposição a ambientes de risco. A vacina contra Covid-19 e Influenza é distribuída para todo o Amazonas e é recomendada para o público elegível, sendo uma medida importante para a redução da transmissão e a prevenção de complicações graves das doenças.
