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Brasil ganha espaço como rota de envio de cocaína para a Europa
Segundo o jornal francês Le Figaro, organizações criminosas utilizam a estrutura logística e portuária brasileira para transportar drogas produzidas na América do Sul ao mercado europeu.

O Brasil se tornou uma das principais rotas utilizadas por organizações criminosas para levar cocaína à Europa, segundo reportagem publicada pelo jornal francês Le Figaro. O país é apontado como ponto estratégico para a concentração e o embarque de drogas produzidas principalmente na Colômbia, no Peru e na Bolívia.
Redes internacionais exploram estrutura brasileira
A reportagem destaca a participação de redes criminosas nigerianas no tráfico internacional de cocaína. Esses grupos mantêm conexões com organizações brasileiras e utilizam a infraestrutura logística e portuária do país para viabilizar o transporte das cargas para o continente europeu.
Segundo a investigação, essas redes podem movimentar aproximadamente 20 toneladas de cocaína por ano a partir do Brasil com destino ao mercado francês.
O transporte ocorre principalmente por via marítima, aproveitando o fluxo de cargas entre portos brasileiros, africanos e europeus.
Porto de Santos está entre os principais pontos
Entre as estruturas utilizadas pelo tráfico está o Porto de Santos, em São Paulo. Investigações conduzidas por autoridades brasileiras e estrangeiras já identificaram remessas de cocaína com origem no complexo portuário e destinadas a países da Europa e da África.
Para dificultar a localização e a apreensão das cargas, os grupos criminosos também diversificaram os meios empregados no transporte.
Dados da Polícia Federal apontam o uso de embarcações de pesca, veleiros e semissubmersíveis, além do armazenamento da droga em contêineres.
Tráfico ultrapassa fronteiras
A apreensão de grandes quantidades de cocaína em águas internacionais e em portos europeus evidencia o alcance internacional das organizações envolvidas no esquema.
O cenário reforça a posição estratégica do Brasil nas rotas do tráfico internacional: além de integrar o mercado consumidor da droga, o país é utilizado como ponto de passagem e plataforma logística para o envio de cocaína produzida em outros países sul-americanos com destino à Europa.