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EUA ampliam sanções contra o turismo de Cuba e aumentam pressão sobre regime socialista

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Novas restrições atingem o Ministério do Turismo e empresas estatais; medida ocorre em meio à queda no número de visitantes e à crise econômica enfrentada pela ilha.

Foto: JF Martin / Unplash

O governo dos Estados Unidos anunciou, na segunda-feira (13), uma nova rodada de sanções contra o setor de turismo de Cuba, um dos principais segmentos da economia da ilha. As medidas atingem o Ministério do Turismo e outras nove entidades estatais ligadas à importação, exportação e comercialização de combustíveis, bens e serviços.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, as novas restrições fazem parte da estratégia de ampliar a pressão econômica sobre o regime cubano.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo continuará utilizando todos os recursos disponíveis para enfrentar as ameaças à segurança nacional atribuídas ao regime comunista cubano e incentivar reformas econômicas e políticas no país.

O Departamento de Estado também classificou como insuficientes as recentes iniciativas econômicas anunciadas por Havana. Em nota, a pasta afirmou que as medidas representam apenas “sinais de fumaça modestos, há muito esperados e, em última análise, superficiais do regime cubano”.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou as sanções em publicação nas redes sociais. Segundo ele, os Estados Unidos intensificam a pressão sobre a população cubana ao ampliar as restrições econômicas.

Rodríguez afirmou que as medidas representam uma “clara evidência da intenção criminosa e genocida” dos líderes norte-americanos de punir toda a população da ilha.

As novas sanções se somam às restrições impostas por Washington em janeiro deste ano, quando os Estados Unidos reforçaram medidas relacionadas ao setor petrolífero cubano e aplicaram novas penalidades econômicas. Após essas ações, diversas empresas estrangeiras interromperam operações em Cuba para evitar possíveis impactos das sanções.

Turismo enfrenta forte retração

As novas medidas chegam em um momento de dificuldades para o turismo cubano. Dados oficiais indicam que, entre janeiro e maio de 2026, cerca de 360 mil turistas visitaram a ilha, número 58% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, que já havia apresentado o pior desempenho desde a pandemia.

Enquanto Cuba registra queda no fluxo de visitantes, outros destinos do Caribe seguem em expansão. No mesmo intervalo, a República Dominicana recebeu mais de dez vezes o número de turistas que desembarcaram na ilha cubana.

A baixa demanda também afeta a rede hoteleira. Apesar dos investimentos realizados pelo governo na construção de hotéis nos últimos anos, a taxa de ocupação no primeiro trimestre de 2026 permaneceu abaixo de 13%, mantendo grande parte dos quartos desocupados.

Em junho, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou que cidadãos cubanos poderão administrar hotéis em nome do Estado. A medida faz parte de um pacote com mais de 170 reformas apresentado pelo governo na tentativa de enfrentar a crise econômica, marcada pela escassez de recursos e pelos recorrentes problemas no fornecimento de energia.