MP-AM
Vereador de Manaus é preso em operação do MPAM por suspeita de ‘rachadinha’ e servidores fantasmas
Rosinaldo Bual é acusado de exigir parte dos salários de assessores e manter estrutura irregular no gabinete

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou uma operação que resultou na prisão preventiva do vereador Rosinaldo Ferreira da Silva, conhecido como Rosinaldo Bual. A Justiça também autorizou mandados de busca e apreensão e determinou a suspensão do exercício do cargo público por 120 dias.
As investigações apontam que o parlamentar comandava um esquema de desvio de salários de servidores comissionados, prática conhecida como “rachadinha”. Os funcionários seriam obrigados a devolver entre 40% e 50% de seus vencimentos ao vereador. Outro ponto que levantou suspeitas foi a estrutura do gabinete: embora contasse oficialmente com cerca de 40 a 50 assessores, o local físico comportava menos de dez pessoas, indicando possível existência de servidores fantasmas. Uma assessora direta do vereador também foi presa.
O caso começou a ser desvendado após a prisão de Gabriel Ferreira, afilhado e ex-assessor de Rosinaldo, acusado de furtar R$ 130 mil em espécie de um cofre na residência do parlamentar, em Manaus. Outras três pessoas — Vitor Teixeira dos Santos, Matheus Rocha Furtado e Gildomar Nascimento de Lima Júnior — foram detidas por participação no crime. Quatro armas pertencentes ao vereador também teriam sido levadas durante o furto.
Em nota, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) confirmou a presença do GAECO em suas dependências na manhã desta sexta-feira (3) para cumprimento das diligências e declarou estar à disposição das autoridades.
O MPAM informou que apresentará mais detalhes da operação ainda nesta sexta-feira (3), em coletiva na sede do órgão, localizada na avenida Coronel Teixeira, bairro Nova Esperança.
Momento da prisão:
*Matéria atualizada às 10h para melhor esclarecimento das informações.