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Advogada flagrada com drogas é presa após liberação inicial pela polícia em Manaus

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Foto: Divulgação

A advogada flagrada com 10 kg de cocaína em um veículo em Manaus foi presa nesta sexta-feira (29), após ter sido liberada inicialmente pelo delegado responsável pelo caso. A abordagem ocorreu no dia 21 de novembro, no bairro Colônia Terra Nova, quando a Polícia Militar deteve a advogada e o marido dela. Na ocasião, ele foi preso em flagrante, enquanto ela foi liberada.

A decisão do delegado de plantão do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP) gerou questionamentos e é alvo de investigação do Ministério Público do Amazonas (MPAM). O órgão instaurou um procedimento após solicitação do juiz Rivaldo Matos Norões Filho, que determinou a apuração da conduta do delegado. O promotor plantonista José Felipe Fish também questionou a fundamentação da liberação da advogada.

Nesta sexta-feira, o MPAM solicitou a prisão preventiva da advogada, que foi cumprida pela Polícia Civil. Segundo o Ministério Público, o delegado não apresentou justificativa formal para validar apenas a prisão do marido, deixando de aplicar o mesmo procedimento à advogada.

“O procedimento foi aberto para investigar possíveis ilegalidades, omissões ou crimes relacionados à lavratura do flagrante envolvendo os dois suspeitos”, afirmou o promotor Armando Gurgel.

Além disso, o MPAM anunciou que investigará a prática de “flagrantes virtuais ou remotos”, nos quais decisões são tomadas por videoconferência sem contato direto com as provas e testemunhas. O órgão enfatizou que tanto o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) quanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendam que esses procedimentos sejam presenciais para garantir a qualidade das provas e o devido processo legal.

A advogada alegou que estava no local para receber honorários, mas a justificativa foi contestada pelo MP, que considerou a situação desconectada do exercício da advocacia. Dessa forma, não haveria necessidade de acionar a comissão de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A Polícia Civil também abrirá um processo administrativo interno para apurar a conduta do delegado. Em nota, a instituição informou que ele será convocado para explicar os motivos que levaram à liberação da advogada.