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Candidato da oposição à presidência da Venezuela condena ações do governo

A coalizão de oposição na Venezuela denunciou nesta segunda-feira a detenção de quatro ativistas pertencentes a dois de seus partidos políticos nos últimos dias, em meio ao aumento das tensões antes das eleições presidenciais de julho.
Gabriel Gonzalez, Javier Cisneros, Jeancarlos Rivas e Juan Iriarte, dos partidos Vontade Popular e Vente Venezuela, foram presos pelas forças de segurança entre sexta-feira e esta segunda-feira, sob acusações de conspiração e incitação ao ódio, informaram porta-vozes da oposição. Cisneros foi libertado na noite desta segunda-feira, conforme anunciado pela Vente Venezuela em uma postagem nas redes sociais.
“Vamos denunciar este novo ataque do governo em todos os fóruns internacionais pertinentes. Não podemos permitir que tais violações graves continuem ocorrendo”, afirmou o candidato presidencial da oposição, Edmundo Gonzalez, durante uma transmissão ao vivo em plataformas de mídia social.
O gabinete do procurador-geral não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
As detenções dos quatro ativistas e de um jornalista, Luis Lopez, aconteceram em meio a pesquisas que mostram uma vantagem para Gonzalez, selecionado como candidato da oposição após o tribunal superior da Venezuela manter a proibição à vencedora das primárias, Maria Corina Machado, de ocupar cargos públicos.
O presidente Nicolás Maduro, buscando um terceiro mandato, conta com cerca de 30% de apoio em uma pesquisa recente, enquanto Gonzalez é preferido por 50% dos entrevistados. Segundo Machado, que está ativamente apoiando Gonzalez na campanha, 37 ativistas foram detidos este ano, incluindo os quatro casos mais recentes.
Seis ex-membros da equipe de campanha de Machado estão atualmente abrigados na embaixada argentina, onde solicitaram asilo.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
