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Biden diz a Netanyahu que Israel deve proteger população de Rafah

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que Israel não deve prosseguir com uma operação militar em Rafah sem um plano para garantir a segurança das cerca de 1 milhão de pessoas que estão abrigadas lá, informou a Casa Branca.

A ligação de Biden com Netanyahu ocorreu dias depois que o líder dos EUA disse aos repórteres que a resposta de Israel no enclave palestino de Gaza foi “exagerada”
O telefonema também se concentrou nos esforços contínuos para garantir a libertação dos reféns feitos pelo grupo islâmico Hamas em seu ataque a Israel em 7 de outubro, informou a Casa Branca.
As agências de ajuda humanitária dizem que um ataque a Rafah seria catastrófico.
– Israel diz que dois reféns foram resgatados de Gaza, 128 dias após captura
Reféns são dois homens, de 60 e 70 anos; forças israelenses realizaram resgate durante operação especial na cidade de Rafah, no sul do enclave
Os militares israelenses disseram que resgataram dois reféns durante uma operação especial realizada durante a noite em Rafah, no sul de Gaza.
Os reféns são Fernando Simon Marman, de 60 anos, e Louis Har, de 70, ambos capturados há 128 dias, durante o ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro.
Os dois estão em boas condições médicas e foram transferidos para o Centro Médico Sheba em Tel HaShomer, disseram as Forças de Defesa de Israel. A operação conjunta foi realizada com a Agência de Segurança de Israel e a Polícia de Israel.
A notícia da libertação chega enquanto Rafah estava sendo atingida por ataques israelenses. A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS, na sigla em inglês) disse nesta segunda que mais de 60 pessoas foram mortas em bombardeios aéreos recentes e que a cidade estava enfrentando “ataques intensos”.
A CNN não pode verificar os números de forma independente.
Ataques
Ao menos duas mesquitas e cerca de uma dúzia de casas foram alvo dos ataques, informou a prefeitura de Rafah nesta segunda-feira.
Rafah tornou-se um último refúgio para os palestinos que fogem para o sul para evitar as campanhas aéreas e terrestres de Israel no resto do lotado enclave. Acredita-se que mais de 1,3 milhão de pessoas estejam em Rafah, a maioria deslocada de outras partes de Gaza, segundo as Nações Unidas.
E eles não têm nenhuma rota de fuga restante; a cidade faz fronteira com o Egito, e a única passagem para esse país está fechada há meses, juntamente com o resto das fronteiras de Gaza.
O alerta internacional aumenta diante de um ataque terrestre previsto a Rafah, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a rejeitar as crescentes críticas aos planos – dizendo que os apelos para não entrar em Rafah são como dizer a Israel para perder a guerra. Ele prometeu fornecer passagem segura aos civis, mas ofereceu poucos detalhes.
Fonte: CNN – Agencia Brasil