Política
Vídeo mostra assessora ligada à pré-campanha de David Almeida constrangendo liderança comunitária durante evento político em Manaus

Um vídeo gravado durante o pré-lançamento da pré-candidatura de Daniel Lima, em Manaus, tem provocado repercussão ao mostrar uma abordagem que, segundo o líder comunitário Ederson Cunha, ultrapassou o limite da organização de um evento e acabou gerando constrangimento público.
Nas imagens, a jornalista Emanuelle Baires, que atua na assessoria da pré-campanha de David Almeida ao Governo do Amazonas, aborda Ederson Cunha, que fazia registros do evento. Em tom firme, ela questiona: “Amigo, você está com quem?” Em seguida, pede de forma insistente que ele deixe o local.
Segundo Ederson, ele estava no evento a convite de Daniel Lima e tinha autorização para permanecer na área onde realizava as imagens. Além de registrar a programação para o grupo com quem trabalha, também fazia imagens da pré-candidata a deputada federal Aryel Almeida, filha de David Almeida.
O que mais incomodou, segundo o líder comunitário, não foi apenas a abordagem, mas o fato de ela ter ocorrido diante das pessoas que ele próprio havia mobilizado para participar do evento. Para quem atua diretamente com comunidades, ser interpelado daquela forma em público representa um constrangimento que também atinge sua credibilidade perante aqueles que lidera.
É justamente esse o ponto que o episódio coloca em discussão. Assessores têm a responsabilidade de organizar eventos, orientar convidados e zelar pelo bom andamento da programação. Mas organização não se confunde com autoridade. Quando um cidadão que afirma estar autorizado a permanecer no local é abordado de maneira ríspida e instado a se retirar, a cena inevitavelmente desperta questionamentos.
Afinal, até onde vai a função de uma assessoria? Organizar um evento é uma coisa. Tratar participantes de forma que eles se sintam constrangidos é outra completamente diferente.
A repercussão do vídeo vai além de um desentendimento pontual. Em política, a postura da equipe também comunica. Cada gesto, cada palavra e cada abordagem refletem, para o bem ou para o mal, a imagem do projeto que representam.
Se David Almeida pretende convencer os amazonenses de que está preparado para governar o Estado, talvez o primeiro recado deva ser dado dentro da própria equipe: respeito não é detalhe, é requisito básico. Quem pede a confiança da população precisa garantir que seus representantes tratem cada cidadão com urbanidade, especialmente aqueles que participam de seus eventos. Afinal, em uma democracia, ninguém deve se sentir diminuído ou tratado como subordinado por quem exerce apenas a função de assessorar.
A reportagem procurou Emanuelle Baires para que apresentasse sua versão sobre o episódio, mas até o momento não houve retorno. O espaço permanece aberto e a matéria será atualizada caso haja manifestação
VEJA VÍDEO: