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Prefeitura impede que lixo recolhido em Igarapé chegue ao aterro sanitário

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A Prefeitura de Manaus impediu na manhã deste sábado, 13, que dois caminhões cheios de lixo recolhidos no igarapé do Goiabinha entrassem no aterro sanitário. Tudo porque o lixo recolhido foi uma iniciativa de voluntários do projeto Galho Forte, que tem à frente o deputado federal Amom Mandel (Cidadania).

“Estamos fazendo uma ação ambiental com ajuda de centenas de voluntários, limpando os igarapés. Um trabalho que deveria ser feito pela Prefeitura, que não faz o serviço e agora nos impede de deixar o lixo no aterro. Um absurdo”, denunciou Amom.

Os caminhões com o lixo foram barrados na entrada do aterro sanitário por fiscais da Secretária Municipal de Limpeza Pública (Semulsp). Isso gerou revolta entre os voluntários. Como forma de protesto, os voluntários colocaram alguns sacos de lixo na entrada do aterro, que depois foram recolhidos pelos próprios voluntários.

Ao chegar no aterro sanitário, o deputado foi informado por um dos servidores que o aterro não poderia receber o caminhão, pois precisa da ordem do secretário Sabbá Reis, ou do diretor responsável, que também não estava presente no local.

“Juntamos cerca de 150 voluntários no igarapé do Goiabinha para realizar um trabalho que era para ser feito pela prefeitura e pela empresa responsável. Acreditem, nós chegamos aqui e eles ainda não querem receber os resíduos coletados pelos voluntários, que só realizaram esse feito porque lutam por uma Manaus melhor”, enfatizou o deputado.

Amom destacou ainda que a empresa responsável pelo Aterro de Resíduos Sólidos Urbanos de Manaus é investigada pela Polícia Federal por emitir notas frias e que após a chegada da sua equipe no local, ainda tentaram cobrar para receber os dejetos, coletados por voluntários do projeto.

Galho Forte

As ações do Galho Forte tem como principal objetivo realizar mutirões de limpeza, arborizar áreas desmatadas, distribuir mudas e conscientizar pessoas sobre a importância de cuidar do meio ambiente.

Criado no final de 2020, o projeto nasceu como um movimento social participativo, visando contribuir para a arborização e preservação do meio ambiente, por meio da educação ambiental. 

Atualmente, o projeto já plantou mais de 8 mil árvores e doou mais de 2 mil mudas, além de ajudar na instalação e produção de hortas. São realizadas pelo menos duas ações por mês, porém, nos meses mais quentes do ano as ações de plantio são suspensas e o foco do projeto é a educação ambiental, por meio do estímulo ao cuidado com a natureza, a doação de mudas e ações de limpeza pública.

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