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Prisão de “Dama do Tráfico” em Cascavel expõe trajetória de poder e fugas

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Luciane Barbosa Farias, esposa de líder do Comando Vermelho, já havia ganhado notoriedade por reuniões em ministérios em Brasília

Luciane Barbosa Farias, conhecida como “Dama do Tráfico”, foi detida nesta quinta-feira (25) em Cascavel (PR), em uma operação conjunta da Polícia Federal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PR). O caso reacende a atenção nacional sobre a trajetória da esposa de Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, apontado como chefe do Comando Vermelho no Amazonas e preso em um presídio federal de segurança máxima.

A captura faz parte do desdobramento das investigações iniciadas com a Operação La Muralla, deflagrada em 2015 para enfraquecer a estrutura da facção no Amazonas.

Condenação e período como foragida

Luciane foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por crimes de associação ao tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Embora a sentença fosse definitiva, ela só começou a cumprir pena em janeiro de 2025, quando a Justiça expediu mandado de prisão.

Naquele momento, passou a ser considerada foragida até maio de 2025, quando foi localizada pela Polícia Civil em uma residência na zona norte de Manaus.

Repercussão em Brasília

A figura de Luciane ganhou ainda mais visibilidade em 2023, quando participou de reuniões oficiais em Brasília, nos Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos. Representando o Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), entidade voltada à defesa dos direitos de presos, sua presença gerou polêmica, levando órgãos públicos a rever protocolos de acesso.

Elo financeiro do Comando Vermelho

Apontada como peça-chave no gerenciamento das finanças do grupo liderado pelo marido, Luciane volta agora ao centro das atenções com a prisão em Cascavel, reforçando sua imagem como um dos principais nomes femininos ligados ao Comando Vermelho.