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Operação Falso Advogado desarticula grupo que aplicava golpes em clientes do Judiciário

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Suspeitos criavam perfis falsos de advogados e cobravam supostas taxas judiciais via Pix para liberar valores de processos

Foto: Anderson Cardoso / PC-AM

Uma ação conjunta das Polícias Civis do Amazonas, Piauí e Ceará desarticulou, na quarta-feira (4), parte de uma organização criminosa especializada em invadir dispositivos eletrônicos e aplicar golpes em clientes do Judiciário. A ofensiva, denominada Operação Falso Advogado, resultou em duas prisões no município de Borba, a 151 quilômetros ao sul de Manaus, além do cumprimento de um mandado de busca e apreensão na capital amazonense.

No Amazonas, a operação contou com o apoio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba e da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC). Dois suspeitos foram presos preventivamente no município. Já em Manaus, um dos alvos segue foragido após a realização de buscas em sua residência.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava um esquema sofisticado de estelionato eletrônico. Os criminosos monitoravam processos judiciais por meio de consultas públicas para identificar possíveis vítimas.

Após selecionar os alvos, eles criavam perfis falsos em redes sociais e contas no WhatsApp utilizando nomes e fotos de advogados reais. Em seguida, entravam em contato com os clientes informando, de forma fraudulenta, sobre a suposta liberação de valores ou alvarás judiciais.

Para que o dinheiro fosse “liberado”, os golpistas exigiam o pagamento imediato de falsas taxas judiciais, geralmente por meio de transferências via Pix. Assim que o valor era enviado, as vítimas eram bloqueadas pelos criminosos.

As autoridades alertam que clientes do Judiciário nunca devem realizar pagamentos de taxas judiciais via Pix diretamente para pessoas físicas sem confirmar previamente as informações com seus advogados ou por canais oficiais.