Polícia
Justiça revoga prisão de investigador que ajudou esposa agredir babá e atirar em advogado

Na tarde desta segunda-feira, 16, ocorreu uma reviravolta no caso da agressão à babá no Condomínio Life Ponta Negra, na zona Oeste de Manaus. A juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), emitiu uma decisão que revogou a prisão preventiva do investigador de Polícia Civil, Raimundo Nonato Machado.
No dia 19 de agosto, Raimundo e sua esposa, Jussana Machado, foram detidos. A mulher foi presa por agredir a babá Cláudia Lima e atirar contra o advogado Ygor Colares. O investigador também foi preso por seu envolvimento na confusão, incluindo o fornecimento de sua arma à esposa e a agressão ao advogado.
O escritório Jurídico Berçot e Berçot, que representa a babá e o advogado, expressou sua preocupação com a revogação da prisão preventiva de Raimundo. Argumentam que ele desempenhou um papel direto no evento trágico, seja como agressor ou instigador.
A libertação do casal agressor antes mesmo da primeira audiência de instrução processual intensifica sentimentos de impunidade, insegurança e medo nas vítimas.
É importante notar que a juíza Eline Paixão, que já havia revogado a prisão preventiva da professora de educação física Jussana Machado em 27 de setembro, substituiu a prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo, proibição de deixar Manaus, recolhimento domiciliar noturno e a proibição de manter contato com pessoas relacionadas ao incidente.
Até o momento, a defesa do casal agressor não emitiu nenhuma declaração em resposta a essa nova decisão que revogou a prisão de Raimundo Nonato Machado.
Foto: Divulgação