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Exploração sexual e morte: patroa ameaçava babá e a forçava a participar de programas sexuais

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Segundo a polícia, a patroa é a principal suspeita do crime e proibia a vítima de ter contato com outras pessoas

Foto: Reprodução / Rede Social

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) forneceu novos detalhes sobre a prisão de Camila Barroso, suspeita de envolvimento na morte de Geovana Costa Martins, de 20 anos. De acordo com as investigações, Geovana, que foi contratada por Camila para trabalhar como babá, acabou sendo vítima de aliciamento e exploração sexual por parte de sua patroa.

Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Geovana foi reportada como desaparecida no dia 19 de agosto. Seu corpo foi encontrado no dia 20, e o reconhecimento pela família ocorreu no dia 25. A motivação do crime ainda está sendo investigada.

A delegada adjunta da DEHS, Marília Campello, revelou que a residência onde Camila morava era alugada e funcionava como uma casa de massagens, onde ocorria a exploração sexual de mulheres. A prisão imediata de Camila foi solicitada devido a uma viagem planejada para a Europa.

Conforme a polícia, Geovana foi inicialmente contratada por Camila para atuar como babá. No entanto, a patroa começou a seduzir a jovem com promessas de luxo e privilégios, forçando-a a permanecer na residência e a se envolver em programas sexuais. Camila também impôs restrições ao contato de Geovana com outras pessoas, ameaçando-a com dívidas falsas como forma de controle.

Ex-namorado de vítima não tem envolvimento

Na quarta-feira (28), quando Camila foi presa, ela chegou a acusar o ex-namorado de Geovana. A adjunta da DEHS informou que o ex da babá procurou a polícia e mostrou conversas onde Camila proibia que a jovem tivesse contato com ele. Até o momento, segundo as investigações, não há indicios de que o ex da vítima tenha envolvimento com o crime.

“Geovana foi torturada e espancada. A Camila nega o crime, mas o carro usado para deixar o corpo da vítima na área de mata estava em posse dela”, disse a delegada. O carro usado no crime será passado por perícia.

Viagem para Europa

A família de Camila mora na França e ela estava com uma passagem marcada para viajar. Além disso, a suspeita já foi presa por tráfico de drogas e se dizia ser ex-mulher de um traficante.

As investigações da polícia descobriram que Geovana também tinha tirado um passaporte recentemente e talvez a ideia de Camila era de usar a babá como “mula” no tráfico de drogas.

Segundo a adjunta da DEHS, as fotos que circularam nas redes sociais onde Goevana aparece espancada em cima de uma cama foram tiradas dentro da casa onde ela morava com Camila. No dia 19, antes mesmo da babá ser dada como desaparecida, a suspeita enviou uma mensagem para a proprietária do local informando que iria se mudar.

A polícia contou também que Camila acompanhou a mãe de Goevana na delegacia para registrar um boletim de ocorrência (BO). Além de ter ido ao velório da jovem e ter visto chorando bastante alegando que era “uma segunda mãe” da vítima.

Procurado

A DEHS informou também a participação de Eduardo Gomes da Silva, que seria filho da proprietária da casa em que Camila morava e funcionava como local de exploração sexual. A delegada Marília falou que Eduardo e a suspeita tinha relações nos negócios.

Sobre o crime

Geovana Costa Martins, 20, que desapareceu no dia 19 de agosto foi encontrada morta em uma área de mata no dia 20, na margem da alameda do Bosque, no bairro Tarumã-Açú, na zona oeste de Manaus. A vítima foi reconhecida nesta segunda-feira (26). A informação foi divulgada por familiares nas redes sociais.

Geovana desapareceu após sair da casa onde trabalhava como babá, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus. O corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata. Ela trajava blusa preta, uma camisa azul por baixo e uma bermuda jeans. Uma folha de uma árvore estava cobria o corpo da jovem. A vítima possuía marcas de tortura.

Nesta segunda-feira (26), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops), divulgou imagem de Geovana como desaparecida, mas a família reconheceu no Instituto Médico Legal (IML) o corpo da mulher que foi encontrado na última terça-feira como sendo de Geovana.