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Alerta Vermelho: Feminicídios disparam no Amazonas e no país em 2023

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Nesta segunda-feira, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou dados e análises referentes aos crimes violentos contra as mulheres durante o primeiro semestre de 2023. No estado do Amazonas, os casos de feminicídio aumentaram significativamente, registrando um crescimento de 87,5% em comparação com o ano de 2022.

No Amazonas, durante o primeiro semestre de 2023, houve o registro de 15 casos de feminicídio, em contraste com os oito casos ocorridos no mesmo período do ano anterior. Além disso, a análise revelou que, no país como um todo, os feminicídios aumentaram em 2,6% no primeiro semestre deste ano. O FBSP regularmente apresenta estatísticas relacionadas a crimes que afetam meninas e mulheres e, em março de 2023, lançou a quarta edição da pesquisa intitulada “Visível e Invisível: a vitimização das mulheres no Brasil”. Essa pesquisa avaliou os diferentes tipos de violência enfrentados pelas mulheres que não são comunicados às autoridades policiais.

Durante o lançamento da pesquisa, chamou-se atenção para o fato de que quase 30% das mulheres brasileiras relataram ter sido vítimas de algum tipo de violência ou agressão no ano de 2022, o que corresponde a 18.6 milhões de mulheres com mais de 16 anos. Esse número representa a maior incidência de mulheres que sofreram alguma forma de violência em comparação com as quatro edições anteriores da pesquisa.

Com o aumento de 2,6% nos casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano, o número de mulheres assassinadas no país atingiu a marca de 1.902 mil. Em média, 38% dos assassinatos de mulheres ocorridos ao longo do primeiro semestre foram classificados como feminicídios no Brasil, mantendo o mesmo percentual de 2022.

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Estupros

O levantamento também aponta que os estupros cresceram 14,9%, o que equivale a um estupro a cada 8 minutos no Brasil. São mais de 34 mil casos. No Amazonas, foram registrados 350 casos apenas no primeiro semestre de 2023, que apresentam uma queda de 12,3% em relação aos 399 casos de 2022. “Em relação a tipificação assumida nos boletins de ocorrência, 74,5% dos casos registrados no primeiro semestre deste ano foram de estupro de vulnerável. Isso significa que as vítimas tinham menos de 14 anos ou eram incapazes de consentir (por enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa que não pode oferecer resistência, diz outro trecho da publicação.

Raio X da violência sexual 

Em relação a idade, 61,4% das vítimas tinham entre 0 e 13 anos de idade, e 8 em cada 10 vítimas tinham menos de 18 anos. A maioria das vítimas (88,7%) eram do gênero feminino e 56,8% eram negras.

Quando verificado o vínculo entre vítima e autor, o levantamento mostra que entre vítimas estavam crianças e adultos como agressores, geralmente conhecidos das vítimas. 

Entre as crianças de 0 a 13 anos, 86,1% dos agressores eram conhecidos, e na maioria com vínculo familiar, sendo avôs, padrastos e tios. Entre as vítimas com mais de 14 anos, 77,2% dos agressores eram conhecidos das vítimas e 24,3% tinham sido estupradas por parceiros ou ex-parceiros íntimos.

Por fim, em relação ao local do crime, a casa se mostrou o principal local de violência: 68,3% dos casos de estupro e estupro de vulnerável ocorreram na residência da vítima e apenas 9,4% em vias públicas.

Foto: Reprodução

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