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Venezuela prepara estratégia militar para conter possível ofensiva dos Estados Unidos, aponta relatório

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Documentos sigilosos obtidos pela Reuters revelam planos de defesa baseados em táticas de guerrilha e ações de sabotagem coordenadas pelo governo de Nicolás Maduro

Foto: Presidência da Venezuela

O governo da Venezuela teria elaborado um plano de defesa nacional para reagir a uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos, segundo documentos confidenciais aos quais a agência Reuters teve acesso. As informações indicam que o país sul-americano estruturou estratégias voltadas à resistência prolongada e ao uso de táticas de guerrilha, caso forças norte-americanas lancem ataques aéreos ou incursões terrestres.

Fontes ligadas ao Ministério da Defesa e a setores da oposição venezuelana confirmaram a existência dos esquemas, embora ainda não se saiba quando poderiam ser colocados em prática. Os planos preveem a mobilização de pequenos grupos armados distribuídos em cerca de 280 pontos estratégicos, com o objetivo de dificultar o avanço de tropas estrangeiras por meio de sabotagens e ataques pontuais.

Outra frente, denominada internamente de “anarquização”, buscaria desestabilizar o controle de eventuais forças invasoras na capital, Caracas. Para isso, o governo contaria com a atuação de militantes e agentes de inteligência leais ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que executariam ações de desordem nas principais vias urbanas.

A revelação surge em meio a um cenário de tensão política e militar entre Caracas e Washington. O ex-presidente norte-americano Donald Trump, do Partido Republicano, chegou a declarar a Venezuela como um possível “alvo” de operações, alegando combater o tráfico de drogas no Caribe. Apesar do tom ameaçador, Trump posteriormente negou qualquer intenção de intervenção direta.

Nicolás Maduro, por sua vez, acusa os Estados Unidos de conspirarem para derrubar seu governo e afirma que o país está preparado para responder a qualquer agressão. Contudo, analistas apontam que as Forças Armadas venezuelanas enfrentam limitações severas — como baixos salários, treinamento precário e equipamentos ultrapassados, muitos deles de origem soviética.

Durante um evento em 5 de setembro de 2025, em Caracas, Maduro apareceu fardado e discursou diante de milícias locais, reforçando o discurso de resistência e soberania nacional. O Ministério da Comunicação da Venezuela, procurado pela Reuters, não comentou as informações.