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Drones fecham aeroportos na Escandinávia e União Europeia aponta Rússia como possível responsável
Dinamarca e Noruega investigam incidentes enquanto Bruxelas aponta a Rússia como possível responsável, mas Kremlin nega envolvimento

A presença de drones forçou o fechamento temporário dos aeroportos de Copenhague (Kastrup) e Oslo (Gardermoen) na noite passada, provocando preocupação sobre a segurança do espaço aéreo europeu. Embora as investigações estejam em andamento, a União Europeia (UE) apontou a Rússia como possível responsável, citando um padrão de “ações imprudentes” em vários Estados-membros.
Em coletiva, a porta-voz de Relações Exteriores da UE, Anitta Hipper, destacou que, apesar de ainda aguardar o resultado final das apurações, os últimos episódios sugerem violações intencionais do espaço aéreo europeu, caracterizando uma ameaça à segurança regional. “A Rússia está testando as fronteiras europeias, sondando nossa determinação e minando nossa segurança”, afirmou, reforçando o compromisso da UE com sanções e reforço militar.
Hipper também expressou solidariedade à Dinamarca e à Noruega — esta última não pertencente à União Europeia — e elogiou a ação rápida das autoridades locais. “A investigação é de competência desses Estados, e já os parabenizamos por sua resposta eficiente”, disse.
O porta-voz comunitário Thomas Regnier ressaltou que incidentes como os registrados recentemente na Romênia, Polônia, Estônia e agora na Dinamarca demonstram a necessidade de um sistema de defesa contra drones, apelidado de “muro antidrones”. O comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, planeja reuniões com os países mais expostos a essas ameaças, incluindo Dinamarca, Estônia, Letônia, Finlândia, Lituânia, Polônia, Romênia, Bulgária e Ucrânia.
As autoridades dinamarquesas classificaram o episódio como um “ataque grave” à infraestrutura, sem descartar nenhuma possibilidade sobre os responsáveis. A Polícia dinamarquesa indicou que o autor seria um ator “capacitado”, enquanto a Noruega ainda mantém cautela ao se referir ao incidente.
O Kremlin, por sua vez, negou envolvimento, classificando as acusações como infundadas. “Repetir acusações sem base leva à perda de credibilidade das novas declarações”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa, destacando que países sérios não fazem alegações sem provas.