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Três anos após posse de Milei, inflação despenca e economia argentina volta a crescer

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Indicadores mostram queda da inflação de 211% para 34%, avanço do PIB, aumento das exportações e recuperação da confiança dos investidores após medidas de ajuste fiscal.

Foto: Reprodução / Flickr

Três anos após assumir a presidência da Argentina, Javier Milei apresenta resultados econômicos que contrastam com as previsões pessimistas feitas por parte de economistas quando iniciou seu mandato, em dezembro de 2023.

Ao chegar à Casa Rosada, Milei encontrou uma economia marcada por inflação anual de 211%, retração da atividade econômica e desequilíbrio fiscal. Naquele momento, mais de uma centena de economistas internacionais alertaram para os riscos das propostas defendidas pelo então presidente eleito.

Os números divulgados em abril de 2026, porém, apontam para um cenário diferente. A inflação anual caiu para 34%, as exportações se aproximaram de US$ 9 bilhões por mês e o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 4,4% nos últimos 12 meses.

A recuperação ocorreu após a implementação de medidas de austeridade, incluindo cortes de subsídios, redução da estrutura ministerial e contenção dos gastos públicos. As ações permitiram à Argentina voltar a registrar superávit primário e recuperar parte da confiança do mercado.

Especialistas ouvidos pela Fox Business atribuem os resultados à política econômica adotada pelo governo, que também promoveu mudanças cambiais e retomou o acesso aos mercados internacionais de capitais.

Além disso, o avanço do setor energético contribuiu para o desempenho econômico. A produção de petróleo cresceu 32% desde o início do governo Milei, enquanto a produção de gás natural aumentou 11% em comparação com os níveis registrados em 2023.

Os dados reforçam a percepção de que a estratégia econômica implementada pela atual gestão tem produzido resultados concretos após anos de instabilidade enfrentados pela economia argentina.