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Socorristas deixam áreas atingidas após aumento do risco de novas inundações

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Foto: Reprodução / X

As enchentes que atingiram a região do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, deixaram ao menos 538 mortos e 977 desaparecidos, segundo dados divulgados pelo governo nepalês nesta sexta-feira (28). Entre as pessoas que seguem sem contato estão 517 estrangeiros.

As equipes de emergência já resgataram mais de 3,2 mil pessoas com vida. As operações, no entanto, enfrentam dificuldades devido às condições perigosas nas áreas atingidas.

Risco de novas inundações interrompe operações

As autoridades nepalesas determinaram nesta sexta-feira que as equipes de emergência deixassem regiões próximas à fronteira com a China após o rompimento de uma barreira de detritos no lado tibetano.

O episódio aumentou o risco de novas ondas de água e lama, levando à retirada dos socorristas de áreas consideradas vulneráveis.

No Tibete, as autoridades chinesas também interromperam as buscas em uma das regiões mais afetadas. Um lago formado pelo acúmulo de detritos começou a transbordar, fazendo com que as equipes de resgate recuassem cerca de um quilômetro diante do risco de novas inundações.

Trabalhadores seguem à espera de resgate

No Nepal, militares localizaram pessoas que estavam presas em um túnel do projeto hidrelétrico Trishuli 3A. Cerca de 350 trabalhadores e moradores já foram retirados do local, mas mais de cem pessoas ainda aguardam resgate.

Ao menos 15 mil pessoas participam das operações de emergência nas áreas atingidas.

O desastre teve início na quarta-feira (26), quando o rompimento de uma geleira provocou um grande fluxo de água, gelo e detritos. Casas foram soterradas, pontes destruídas e veículos arrastados pela força da correnteza.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o episódio é considerado o desastre mais mortal registrado no Nepal desde o terremoto de 2015.

Entre os desaparecidos estão dezenas de peregrinos hindus que viajavam em direção ao Monte Kailash, considerado sagrado pela religião.