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Reino Unido amplia financiamento e reforça pacto com a França para conter migração no Canal da Mancha

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Novo acordo prevê até US$ 4,45 bilhões em três anos, aumento de agentes e metas condicionadas ao desempenho das ações

Foto: Reprodução / Wikimedia Commons

França e Reino Unido decidiram estender e fortalecer a cooperação para conter travessias irregulares de migrantes pelo Canal da Mancha. O novo entendimento, anunciado na quarta-feira (22), renova por mais três anos o Tratado de Sandhurst, que expiraria em 2026, e introduz mudanças no modelo de financiamento e nas metas operacionais.

Pela primeira vez, parte dos recursos britânicos estará vinculada aos resultados obtidos. Do total previsto de até US$ 4,45 bilhões no período, cerca de US$ 1 bilhão dependerá do desempenho das ações de controle migratório. Os outros US$ 3,37 bilhões já estão assegurados — valor superior ao acordo anterior, que previa € 540 milhões.

O plano também estabelece o reforço da presença policial na costa francesa. A meta é ampliar o efetivo para 1,4 mil agentes até 2029, com foco em vigilância, inteligência e desarticulação de redes que facilitam as travessias ilegais.

Segundo autoridades britânicas, a cooperação bilateral já contribuiu para impedir dezenas de milhares de tentativas de travessia desde 2018. Ainda assim, os números recentes indicam que o desafio permanece. Em 2025, quase 41,5 mil pessoas cruzaram o canal em pequenas embarcações — o segundo maior volume já registrado. No mesmo período, ao menos 29 migrantes morreram durante o trajeto, de acordo com dados compilados pela AFP com base em fontes oficiais dos dois países.

Caso os resultados não atendam às expectativas, avaliações conjuntas anuais poderão redirecionar parte dos recursos para outras estratégias. Os detalhes operacionais do novo acordo devem ser apresentados nesta quinta-feira (23), durante visita de autoridades dos dois países à costa norte da França.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o pacto marca um avanço na proteção das fronteiras. “Estamos fortalecendo a vigilância e a atuação conjunta para reduzir as travessias ilegais e salvar vidas”, declarou.