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Ortega propõe reforma constitucional para se tornar copresidente da Nicarágua com Rosario Murillo

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Ortega quer mudar a lei para favorecer a mulher

Foto: Miguel Gutierrez – EPA

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, propôs uma reforma constitucional que, se aprovada, tornará ele e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, copresidentes do país. A proposta, que precisa da aprovação do parlamento, está alinhada com o controle do partido de Ortega sobre todas as instituições governamentais.

A reforma também prevê a ampliação do mandato presidencial de cinco para seis anos. Além disso, Ortega apresentou um projeto de lei que proíbe a imposição de sanções por parte dos Estados Unidos ou de outras entidades estrangeiras sobre o território nicaraguense.

A reforma propõe ainda a redução do número de magistrados no sistema judicial e na comissão eleitoral, além de estender o mandato dos juízes de cinco para seis anos.

A proposta foi condenada pelo gabinete do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que se manifestou em comunicado.

Essa iniciativa ocorre no contexto de uma repressão contínua por parte do governo de Ortega, que começou após os protestos sociais em 2018, duramente reprimidos pelas autoridades. Desde então, opositores, líderes religiosos e jornalistas foram detidos, exilados à força ou privados de seus bens e nacionalidade. Mais de cinco mil organizações, principalmente religiosas, foram fechadas desde aquele período.

Grupos dissidentes, como a Aliança Universitária da Nicarágua, têm protestado contra essas medidas, denunciando-as como uma continuação da repressão política.