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Mandado internacional é emitido contra ex-presidente hondurenho após libertação nos EUA
Juan Orlando Hernández, recém-solto após cumprir pena por narcotráfico, volta a ser alvo de autoridades de Honduras e enfrenta risco político caso retorne ao país

A Procuradoria-Geral de Honduras expediu, na segunda-feira (8/12), um mandado de prisão internacional contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández, poucos dias depois de ele ter sido liberado nos Estados Unidos, onde cumpria uma sentença de 45 anos por tráfico de drogas e crimes relacionados ao uso de armas de fogo.
A liberação do ex-líder ocorreu logo após a eleição presidencial hondurenha, em um contexto marcado por forte apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao candidato conservador Nasry Asfura, do Partido Nacional, que disputa o comando do país com o liberal Salvador Nasralla.
O procurador-geral Johel Zelaya informou, pelas redes sociais, que determinou à Agência Técnica de Investigação Criminal e às forças de segurança do Estado que executem o mandado. Ele também solicitou apoio da Interpol para localizar e capturar Hernández, que ainda responde a investigações por lavagem de dinheiro e fraude no chamado “caso Pandora II”.
Apesar do avanço das investigações, o retorno de Hernández a Honduras é considerado improvável. Dias antes da eleição, Trump declarou que a condenação do ex-presidente “foi uma armação da administração Biden”. Hernández segue negando as acusações e afirma que foi vítima de um sistema “politizado”.
Após ser solto, o ex-presidente agradeceu publicamente a Trump e disse que continuará defendendo “tudo o que construímos juntos”, sem mencionar planos de voltar ao país natal. Sua esposa, Ana García de Hernández, declarou à CNN que o marido corre “muitos riscos” caso retorne, destacando que o cenário político atual não oferece garantias de segurança e que, enquanto o partido Libre estiver no poder, a proteção do ex-presidente será mínima.
