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Governo Trump avalia ampliar lista de países com entrada restrita nos EUA
Medida pode incluir mais de 30 novas nações, segundo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem

O governo do presidente Donald Trump estuda uma nova ampliação nas regras de entrada para estrangeiros nos Estados Unidos, avaliando incluir mais de 30 países na lista de restrições. A possibilidade foi confirmada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, durante entrevista ao programa The Ingraham Angle, da Fox News.
A ofensiva contra a imigração ganhou força após um ataque a tiros em Washington, cometido por um imigrante afegão. O atentado resultou na morte de um militar da Guarda Nacional e deixou outro gravemente ferido, levando a Casa Branca a suspender todos os pedidos de imigração dos 19 países que já constam na lista atual.
Em agosto, Trump sancionou uma lei que prohibiu a entrada de cidadãos de 12 nações — entre elas Afeganistão e Irã — sob o argumento de fortalecer o combate ao terrorismo e proteger a segurança nacional. Outras sete, como Cuba, Serra Leoa e Venezuela, tiveram a entrada parcialmente restringida.
Agora, o Departamento de Segurança Interna analisa novos países que, segundo o governo, possam representar riscos adicionais. As restrições em estudo atingiriam tanto imigrantes quanto não imigrantes, incluindo turistas, estudantes e viajantes a negócios.
“Não vou especificar o número, mas são mais de 30, e o presidente continua avaliando os países. Se eles não têm um governo estável, se não conseguem nos dizer quem são esses indivíduos e nos ajudar a verificá-los, por que deveríamos permitir que pessoas desse país viessem para os Estados Unidos?”, afirmou Noem.
A equipe de Trump deve anunciar novas decisões nas próximas semanas, enquanto mantém a postura de endurecimento das políticas migratórias em nome da segurança nacional.