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Ex-assessor de Fauci se declara culpado por ocultar documentos sobre pandemia
David Morens admitiu ter usado e-mail pessoal para tratar de assuntos sujeitos à Lei de Liberdade de Informação dos EUA; ele pode ser condenado a até cinco anos de prisão

David Morens, ex-assessor de Anthony Fauci no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (Niaid), declarou-se culpado, nesta terça-feira (18), por conspirar para ocultar documentos governamentais relacionados à pandemia de covid-19 e ao financiamento de pesquisas.
Aos 78 anos, Morens admitiu ter participado de um esquema para evitar o fornecimento de informações solicitadas à agência por meio da Lei de Liberdade de Informação dos Estados Unidos. Segundo os promotores, ele e outras pessoas utilizaram contas pessoais de e-mail para tratar de assuntos que poderiam ser alcançados por pedidos oficiais de acesso a documentos.
Investigação envolve pesquisas sobre coronavírus
O caso também envolve recursos destinados a pesquisas sobre coronavírus em morcegos. Conforme os promotores, Morens atuou para tentar restabelecer um subsídio que havia sido cancelado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) após questionamentos sobre uma possível relação entre o financiamento e o laboratório de Wuhan, na China.
Morens pode receber pena de até cinco anos de prisão. A sentença está prevista para 12 de novembro.
O processo ocorre em meio às investigações conduzidas pelo Congresso dos Estados Unidos sobre a atuação de Fauci durante a pandemia. Ele comandou o Niaid por 38 anos e se tornou uma das principais autoridades do governo norte-americano durante a crise sanitária.
A origem do vírus que causou a covid-19 continua sem uma conclusão definitiva. O FBI considera provável a hipótese de vazamento de laboratório, enquanto outras agências de inteligência dos Estados Unidos avaliam como mais provável uma origem natural.
O Congresso também questionou a ausência de registros pessoais de Fauci entregues anteriormente aos parlamentares, incluindo diário e celular utilizados durante a pandemia. Os documentos foram enviados ao Senado neste ano e passaram a integrar as apurações sobre a condução da resposta dos Estados Unidos à crise sanitária.
Fonte: Revista Oeste
