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Estados Unidos impõem sanções a integrantes do governo cubano e órgãos de segurança da ilha

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Medidas anunciadas por Washington atingem ministros, chefes militares e instituições ligadas à inteligência e à repressão em Cuba

Foto: Joyce N. Boghosian / The White House

O governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra integrantes da alta cúpula do governo cubano e três órgãos estatais ligados à segurança da ilha. As medidas foram oficializadas pelo Departamento de Estado norte-americano com base em uma ordem executiva voltada ao combate de ações consideradas repressivas pelo regime de Havana.

Segundo as autoridades norte-americanas, os alvos das punições terão bens e ativos bloqueados em território dos Estados Unidos. Além disso, cidadãos e empresas norte-americanas ficam proibidos de realizar transações comerciais com os sancionados. Washington também alertou que instituições financeiras e companhias estrangeiras poderão ser penalizadas caso mantenham negócios com os nomes incluídos na lista.

Entre os órgãos atingidos estão o Ministério do Interior de Cuba, a Direção de Inteligência e a Polícia Nacional Revolucionária. O governo dos Estados Unidos acusa essas instituições de participação em ações de repressão contra opositores e manifestantes no país.

A lista inclui ainda autoridades do primeiro escalão do governo cubano. Foram sancionados a ministra da Justiça, Rosabel Gamón Verde; o ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy; e a ministra das Comunicações, Mayra Arevich Marín. Também aparecem entre os alvos chefes militares das regiões Central e Oriental da ilha, além do comandante da polícia cubana, Eddy Manuel Sierra Arias, e do diretor político do Ministério do Interior, Oscar Alejandro Callejas Valcarce.

De acordo com Washington, as medidas fazem parte de uma estratégia para pressionar o governo cubano diante de denúncias de violações de direitos humanos, repressão política e supostas atividades de espionagem internacional. A gestão norte-americana afirmou que seguirá monitorando aliados e empresas que possam auxiliar integrantes do regime cubano a ocultar patrimônio fora do país.