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Coragem em meio ao terror: civil ferido em ataque na Austrália recebe apoio global
Ato heroico de Ahmed al Ahmed impulsiona arrecadação milionária e gera homenagens de líderes mundiais

O gesto de coragem de Ahmed al Ahmed durante o ataque terrorista na praia de Bondi, em Sydney, mobilizou uma onda de solidariedade internacional. Uma campanha criada no GoFundMe para homenageá-lo ultrapassou US$ 1 milhão em doações, em reconhecimento ao momento em que ele enfrentou e desarmou um dos atiradores, mesmo sob risco extremo.
Entre os doadores está o bilionário americano William Ackman, responsável pela maior contribuição individual, no valor aproximado de US$ 100 mil. Ahmed, de 43 anos, comerciante e pai de duas meninas, foi atingido por dois disparos, passou por procedimentos cirúrgicos e permanece hospitalizado, em estado estável.
Autoridades de diferentes países destacaram publicamente sua bravura. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Ahmed demonstrou coragem excepcional ao agir diretamente contra o agressor. O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, também exaltou o gesto e o descreveu como um verdadeiro herói, além de visitá-lo no hospital.
O ataque ocorreu na manhã de domingo (14), durante a celebração “Chanukah by the Sea”, que reunia centenas de pessoas para marcar o início do Hanukkah em um parque próximo à praia. Segundo a polícia, dois homens armados abriram fogo contra os participantes do evento.
Os suspeitos foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, morto durante a intervenção policial, e seu filho, Naveed Akram, de 24, que está internado em estado crítico. A ofensiva deixou 15 mortos e mais de 40 feridos, incluindo uma menina de 10 anos, o rabino Eli Schlanger, um sobrevivente do Holocausto e um cidadão israelense.
Durante a apuração, autoridades localizaram bandeiras do Estado Islâmico no carro dos atiradores e neutralizaram dispositivos explosivos improvisados. A polícia classificou o episódio como um ataque terrorista direcionado à comunidade judaica, o mais letal registrado na Austrália em quase 30 anos.
O histórico dos suspeitos também levantou questionamentos. Naveed Akram já havia sido investigado no passado por possíveis vínculos com o Estado Islâmico, mas foi considerado sem ameaça ativa. Já Sajid possuía licença de armas desde 2015 e mantinha seis armas registradas legalmente.
Em resposta, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou medidas para reforçar as leis de controle de armamentos, incluindo a limitação do número de armas por licença e o fim de autorizações vitalícias. Segundo ele, processos de radicalização podem ocorrer ao longo do tempo, o que exige revisões periódicas.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o desespero das pessoas tentando fugir do local sob o som de tiros. Dois policiais ficaram feridos e seguem internados em estado grave, mas estável. O governo brasileiro informou que não há cidadãos do país entre as vítimas. As investigações continuam, mas, até o momento, a polícia afirma que não há indícios de outros envolvidos.