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Condenado por tentar matar Trump, réu tenta se ferir em tribunal nos EUA

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Ryan Routh, 59, foi considerado culpado de cinco crimes e pode pegar prisão perpétua; sentença será anunciada em dezembro

Foto: Reprodução

O julgamento de Ryan Routh, 59 anos, terminou em tensão e confusão em um tribunal federal na Flórida. Na última terça-feira (23), o júri o declarou culpado por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um jogo de golfe em setembro de 2024.

Logo após a leitura do veredicto, o réu tentou cortar o próprio pescoço com uma caneta fornecida pelo tribunal. A ação foi rapidamente contida por agentes de segurança, e a cena gerou desespero entre familiares presentes. “Pai, eu te amo, não faça nada. Eu vou te tirar daqui. Ele não machucou ninguém”, gritou a filha dele, Sara Routh, antes de ser retirada da sala junto ao irmão, Adam.

A caneta utilizada era de material flexível, desenvolvida justamente para evitar ferimentos. Routh não conseguiu se machucar e retornou ao julgamento algemado, sem paletó e gravata.

Sentença marcada

A juíza federal Aileen Cannon marcou a leitura da sentença para 18 de dezembro. O réu pode enfrentar prisão perpétua. Routh foi condenado por cinco crimes: tentativa de homicídio contra um candidato presidencial, agressão a agente federal, posse de arma de fogo e munições como criminoso condenado, porte de arma com número de série raspado e uso de arma em crime violento.

Donald Trump, que acompanhou o caso, elogiou a condução do processo. “É muito importante. Não se pode permitir que coisas assim aconteçam. E assim foi feita justiça. Estou muito grato à juíza, ao júri e a todos os envolvidos”, declarou.

O atentado frustrado

Segundo a acusação, Routh passou semanas planejando matar Trump. No dia 15 de setembro de 2024, armado com um rifle, ele se posicionou entre arbustos no clube de golfe de West Palm Beach. O então candidato caminhava para a sexta bandeira quando foi avistado por Robert Fercano, agente da Secretaria de Segurança Nacional.

Routh chegou a mirar no agente, mas recuou após ser atingido por um disparo. Ele largou a arma e fugiu, sendo detido pouco depois. Nenhum tiro chegou a ser disparado contra Trump ou os seguranças.

Esse foi o segundo atentado contra Trump em menos de três meses. Em julho de 2024, durante um comício na Pensilvânia, um atirador abriu fogo e atingiu de raspão a orelha do então candidato republicano, antes de ser morto pela equipe de segurança.

Defesa própria no julgamento

Durante o processo, Routh abriu mão de advogados e conduziu sua própria defesa, direito garantido pela Suprema Corte dos EUA. Ele interrogou apenas três testemunhas, incluindo um especialista em armas e duas pessoas de caráter, enquanto a promotoria apresentou 38 testemunhas ao longo de sete dias.

Ao se dirigir aos jurados, o réu alegou que nunca teve intenção de atirar em Trump. “É difícil acreditar que houve um crime se o gatilho nunca foi acionado”, afirmou.

A procuradora-geral Pam Bondi destacou a gravidade do caso. Em postagem no X, ela afirmou que a condenação mostra o compromisso do Departamento de Justiça em punir crimes de violência política. “Esta tentativa de assassinato não foi apenas um ataque ao nosso presidente, mas uma afronta à nossa nação”, declarou.