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Clima aproxima-se de um ponto sem retorno, alertam especialistas: temperaturas da terra e do mar quebram recordes

A meta de manter o aquecimento global de longo prazo dentro de 1,5 graus Celsius está fora de alcance, garantem diversos especialistas climáticos: os países falharam em estabelecer metas mais ambiciosas, apesar de meses de calor recorde em terra e no mar.
As temperaturas médias do ar na superfície global estiveram a mais de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais durante vários dias, revelou o Copernicus Climate Change Service (C3S) – embora as temperaturas médias já tenham ultrapassado temporariamente o limite de 1,5°C, esta foi a primeira vez que o fizeram no verão do hemisfério norte, que começou a 1 de junho. Também as temperaturas do mar quebraram os recordes entre abril e maio deste ano.
“Ficamos sem tempo porque a mudança leva tempo”, referiu Sarah Perkins-Kirkpatrick, climatologista da Universidade de New South Wales, na Austrália.
As temperaturas quebraram recordes de junho em Pequim, capital da China, ao passo que ondas de calor extremas têm atingido os Estados Unidos – partes da América do Norte estiveram cerca de 10°C acima da média sazonal neste mês.
Na Índia, uma das regiões mais vulneráveis ao clima, foi relatado um aumento das mortes como resultado das altas temperaturas constantes: foi também registado em Espanha, Irão e Vietname calor extremo, o que faz aumentar o receio de que o verão se torne mortal.
Os países concordaram em Paris em 2015 em tentar manter os aumentos médios de temperatura de longo prazo dentro de 1,5°C, mas agora há 66% de probabilidade de que a média anual ultrapasse o limite de 1,5°C por pelo menos um ano inteiro até 2027.
Fonte: Agência Brasil
