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Bombardeio militar na Nigéria atinge mercado e deixa dezenas de civis mortos
Ataque no estado de Yobe gera versões divergentes sobre número de vítimas e pressões por investigação independente

Um ataque aéreo conduzido por forças militares da Nigéria provocou a morte de dezenas de civis em um mercado na região de Jilli, no estado de Yobe, no nordeste do país, no último domingo (12). Organizações de direitos humanos e lideranças locais relatam um cenário de destruição e alto número de vítimas.
A área atingida fica próxima à fronteira com o estado de Borno, onde há mais de uma década ocorrem confrontos envolvendo o grupo extremista Boko Haram. Segundo informações reunidas pela Anistia Internacional, aeronaves militares lançaram bombas durante o funcionamento do mercado semanal, atingindo diretamente a população civil.
Relatos indicam que ao menos cem pessoas morreram e dezenas ficaram gravemente feridas, muitas delas encaminhadas ao Hospital Geral de Geidam. No entanto, há divergências quanto ao total de vítimas. Fontes ouvidas pela agência Reuters apontam que o número pode ultrapassar duzentos mortos, conforme lideranças regionais.
Diante da gravidade do episódio, a Anistia Internacional cobrou uma investigação independente e transparente, além da responsabilização dos envolvidos. A organização afirma ter contato direto com vítimas e profissionais de saúde que atenderam os feridos.
O governo estadual de Yobe declarou que a operação tinha como objetivo atingir integrantes do Boko Haram, mas reconheceu que civis foram atingidos. Ainda assim, não detalhou o número de mortos.
Por sua vez, a Força Aérea nigeriana informou que realizou ataques contra posições consideradas terroristas, classificando a ação como precisa e coordenada com o Exército. O comunicado oficial não mencionou vítimas civis nem fez referência ao mercado atingido.