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Protesto de professores mantém pressão sobre reforma previdenciária em Manaus

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Paralisação já afeta famílias e calendário escolar; vereadores resistem a arquivar proposta

A mobilização dos professores da rede municipal voltou a ocupar a frente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde a categoria reafirmou que a greve seguirá enquanto o projeto da Reforma Previdenciária continuar tramitando. A medida amplia o tempo de contribuição de mulheres em sete anos e de homens em cinco, e é vista pelos educadores como um retrocesso.

Durante o ato, cânticos dirigidos ao prefeito David Almeida ecoaram dos carros de som, reforçando que a paralisação não será suspensa caso a reforma avance.

A professora de educação infantil Nelma Sampaio alertou para o efeito imediato da greve no encerramento do ano letivo. “Sem nossas avaliações e relatórios, a prefeitura não fecha o calendário. É nossa responsabilidade e ninguém pode substituir esse trabalho”, destacou.

Ela pediu união entre os colegas e orientação aos pais para que entendam as razões da mobilização. “Amo minha profissão, mas não vou abrir mão da minha dignidade”, afirmou.

Apesar da pressão nas ruas, o clima no plenário permanece firme: vereadores mantêm a pauta aberta para votação e não discutem arquivamento.

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