Manaus
Greve dos professores de Manaus começa nesta quinta-feira em protesto a reforma da previdência
Professores e pedagogos decidem paralisar aulas por tempo indeterminado em reação ao PLC nº 08/2025, que altera regras de aposentadoria dos servidores

O debate sobre a reforma previdenciária dos servidores municipais ganhou força em Manaus após a decisão dos professores e pedagogos da rede pública de iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (13). O movimento é uma resposta direta ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 08/2025, encaminhado pela Prefeitura à Câmara Municipal, que prevê mudanças nas regras de aposentadoria.
De acordo com a Asprom Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas da Educação Básica de Manaus), o texto do projeto amplia o tempo de contribuição e de serviço necessário para se aposentar — podendo representar até sete anos a mais de trabalho para mulheres e cinco para homens. A entidade alerta ainda que os futuros benefícios poderão sofrer redução de até 30%.
A categoria alega que a proposta foi apresentada sem diálogo com os servidores e sem estudos que comprovem a necessidade da reforma. “O prefeito enviou um projeto que muda as regras da aposentadoria. Teremos que trabalhar mais e receber menos. Hoje somos nós, amanhã pode ser você, cidadão”, destaca nota divulgada pelo sindicato.
Após cumprir o prazo legal de 72 horas de notificação, a greve será oficialmente instalada com um ato em frente à Câmara Municipal. A Asprom afirma que diversas escolas da rede já confirmaram adesão ao movimento. “Esta luta não é por aumento ou folga, é por respeito e dignidade. Educar é resistir, e estamos resistindo”, declarou a presidente da entidade, Elma Sampaio.
Até o momento, a Prefeitura de Manaus e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não se pronunciaram sobre a paralisação, que deve afetar o funcionamento das unidades de ensino da capital.