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Tremor de alta magnitude atinge Tonga e mobiliza alerta preventivo no Pacífico

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Sismo de 7.6 provoca susto na capital, mas profundidade reduz riscos imediatos de destruição e tsunami

Foto: Reprodução / Deutsche Welle

Um terremoto de magnitude 7.6 registrado na madrugada desta terça-feira (24) nas proximidades de Tonga colocou autoridades locais e organismos internacionais em estado de atenção. O abalo sísmico teve epicentro no oceano, a cerca de 100 quilômetros da ilha de Hihifo, ao norte do arquipélago, e ocorreu a aproximadamente 210 quilômetros de profundidade, conforme dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Apesar da alta magnitude, a profundidade do tremor contribuiu para reduzir os impactos diretos na superfície. Ainda assim, sirenes de emergência foram acionadas em Nuku’alofa, capital do país, e moradores de regiões costeiras foram orientados a buscar áreas elevadas por precaução.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico iniciou o monitoramento do nível do mar em uma ampla área ao redor do epicentro. Embora a possibilidade de um tsunami destrutivo seja considerada baixa, o acompanhamento permanece ativo para descartar qualquer alteração significativa nas águas.

Na capital, o tremor foi sentido com intensidade suficiente para causar pânico entre a população e movimentar objetos dentro das residências. Até o momento, não há registros de mortes ou desabamentos, e os serviços essenciais, como energia e comunicação, seguem funcionando na maior parte do território.

Equipes de emergência foram mobilizadas para avaliar possíveis danos em comunidades mais isoladas, onde as construções são mais vulneráveis. Paralelamente, órgãos de monitoramento da Nova Zelândia, Austrália, Fiji e Samoa acompanham a evolução do fenômeno em tempo real.

Localizada no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, Tonga está entre as regiões mais suscetíveis a atividades sísmicas do planeta. O episódio reforça a importância de sistemas de alerta e planos de evacuação eficientes, especialmente em um país que ainda enfrenta os efeitos de desastres naturais recentes.

Especialistas destacam que terremotos em grandes profundidades tendem a liberar menos energia na superfície, mas alertam para a possibilidade de réplicas nas próximas horas, o que exige vigilância contínua das autoridades e da população.