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ONU avisa que acesso da ajuda ao norte de Gaza é mínimo

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A ONU reiterou hoje que as suas missões de ajuda humanitária ao norte de Gaza continuam a ser atrasadas ou bloqueadas por Israel, razão pela qual apenas sete das 29 organizadas desde o início do ano foram concluídas.

Esta situação acontece enquanto a faixa palestina está sem telecomunicações há quatro dias consecutivas.

O relatório diário do gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários refere que a percentagem de missões concluídas, 24%, contrasta com os números de outubro a dezembro, quando 86% das missões planeadas ao norte de Gaza puderam ser realizadas apesar as hostilidades.

No mesmo relatório é indicado que os serviços de Internet e telefone não funcionam em Gaza há quatro dias, o que priva a população da faixa do acesso vital à informação e também dificulta a resposta humanitária.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), um total de 150 dos seus funcionários morreram nos mais de 100 dias de hostilidades, o maior número de vítimas sofridas por uma organização das Nações Unidas desde a sua fundação em 1945.

Quase 1,4 milhões dos 1,9 milhões de palestinianos deslocados dentro de Gaza estão alojados em instalações da UNRWA, especialmente em Rafah, onde mais de um milhão de pessoas vivem em abrigos devido à fuga de muitos palestinianos das localidades de Khan Yunis e Deir al Balah.

O conflito em curso entre Israel e o Hamas foi desencadeado pelo ataque do movimento islamita palestiniano em território israelita em 07 de outubro de 2023.

Nesse dia, cerca de 1.140 pessoas foram mortas, na sua maioria civis, mas também perto de 400 militares, segundo os últimos números oficiais israelitas.

Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que mais de 100 permanecem na Faixa de Gaza.

Em retaliação, os bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza já mataram mais de 24 mil pessoas — na maioria mulheres, crianças e adolescentes — e fizeram mais de 60 mil feridos, também maioritariamente civis, segundo as autoridades do enclave palestiniano.

Foto:  Doaa Albaz/Anadolu via Getty Images

Fonte: Agência Brasil

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