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Ministério da Saúde amplia vacinação para todas as crianças de 6 meses a 4 anos

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A faixa etária dos bebês era a única que ainda não tinha acesso integral à vacina

Foto: Reprodução

Quase cem dias após aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Saúde ampliou o público elegível para a vacina Pfizer Baby contra a covid-19. Agora, todas as crianças de 6 meses até 5 anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias) podem receber a dose. Antes, a pasta só recomendava, em decisão criticada por autoridades médicas, a imunização de pequenos diagnosticados alguma comorbidade.

Conforme o Ministério da Saúde, a recomendação passa a valer “a partir da publicação do parecer final da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e portaria da Secretária de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos”. A pasta adiantou que isso deve ocorrer nos próximos dias.

A nota técnica sobre a ampliação do público-alvo, com assinaturas que datam da última sexta-feira, 23, não apenas atesta a segurança e eficácia do imunizante, como reconhece a relevante carga da doença nesse público, principalmente entre os mais novos. “Sabe-se que o risco de casos graves pela covid-19 diminui conforme a redução da faixa etária, no entanto, o risco de agravamento aumenta em crianças menores de 2 anos de idade, notando-se que esta população teve a incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) pela covid-19 e a taxa de mortalidade pela doença superiores à população de 5 a 19 anos de idade”, diz o documento.

O número de crianças de até 2 anos internadas por covid-19 no País em 2022 já superou em 21,3% o total registrado no ano passado, contrariando a tendência de queda de hospitalizações nos demais grupos populacionais (queda de 82%). A faixa etária dos bebês era a única que ainda não tinha acesso integral à vacina.

O esquema de vacinação é uma série primária de três doses de 0,2 ml. As primeiras vacinas são administradas com três semanas de intervalo, seguidas por uma terceira pelo menos oito semanas depois.

Na nota, a pasta recomenda que, considerando a operacionalização da vacinação e os processos de aquisição e distribuição de vacinas, a aplicação ocorra de forma escalonada. A ordem de prioridade é: crianças com comorbidades; crianças sem comorbidades de 6 meses a menores de 1 ano de idade; crianças sem comorbidade de 1 ano a 2 anos de idade; crianças sem comorbidade de 3 anos de idade; crianças sem comorbidade de 4 anos de idade.