Brasil
Queda da atividade econômica em março reforça sinais de desaceleração no Brasil
IBC-Br recua 0,7% e acende alerta sobre impacto dos juros altos e inflação na economia em 2026

A economia brasileira deu sinal de perda de fôlego em março, quando o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,7%, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (18). O recuo interrompe a recuperação observada em fevereiro, quando houve alta de 0,6%.
A retração atingiu todos os principais setores da economia. Os serviços, mais sensíveis ao consumo das famílias, tiveram queda de 0,8%. A indústria e a agropecuária recuaram 0,2% cada, indicando um enfraquecimento mais amplo da atividade produtiva.
Economistas avaliam que o resultado reforça a tendência de desaceleração ao longo de 2026, influenciada por juros elevados e inflação persistente, fatores que restringem o consumo e os investimentos.
Apesar da perda de ritmo no mês, o indicador acumula alta de 1,3% no primeiro trimestre. O governo trabalha com a expectativa de crescimento semelhante ao de 2025, quando o PIB avançou 2,3%, mas projeções do mercado e do Banco Central apontam expansão mais moderada, em torno de 1,6% neste ano.