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Um avanço contra o HIV: Anvisa aprova medicamento injetável que pode revolucionar a prevenção da AIDS

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Medicamento é fabricado pela farmacêutica britânica GSK, mas ainda não há nenhuma divulgação sobre a comercialização no Brasil

GETTY IMAGES

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento injetável contra o HIV, chamado cabotegravir, que funciona como profilaxia pré-exposição (PrEP), reduzindo o risco de contrair o vírus da AIDS.

Fabricado pela empresa farmacêutica britânica GSK, o medicamento ainda não tem informações divulgadas sobre sua comercialização no Brasil. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União em 5 de junho.

Atualmente, a PrEP para o HIV já é utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), porém requer a ingestão diária de um comprimido de tenofovir e emtricitabina (TE).

O cabotegravir foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, em 2021. O medicamento é administrado inicialmente com duas injeções separadas por um mês e, posteriormente, a cada dois meses.

Em um artigo na Folha de S.Paulo, o médico Drauzio Varella afirmou que o medicamento pode revolucionar a prevenção da AIDS e reduzir o risco em até 90%.

Estudos demonstraram que, entre janeiro de 2017 e novembro de 2020, ocorreram 40 infecções pelo HIV: quatro delas no grupo que recebeu cabotegravir e 36 no grupo tratado com TE. Portanto, o cabotegravir reduziu o risco em 88% em comparação com a ingestão diária de TE.

Segundo Drauzio Varella, o medicamento é seguro, bem tolerado e mantém sua ação inibitória por oito semanas após uma injeção intramuscular de 600 mg.

No entanto, ele ressaltou que cada dose de cabotegravir custa US$ 3.700 nos Estados Unidos, um preço que inviabiliza seu uso em quase todos os países.