Brasil
Caminhoneiros anunciam paralisação nacional após alta do diesel e cobram resposta efetiva do governo
Categoria critica medidas consideradas insuficientes e aponta impacto direto das decisões da Petrobras e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva

Caminhoneiros de diversas regiões do país confirmaram o início de uma paralisação nacional a partir desta quinta-feira (19), em reação ao novo aumento no preço do diesel. O reajuste foi anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (13), intensificando a insatisfação da categoria.
A mobilização é liderada por Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). Segundo ele, o movimento não tem motivação partidária, mas reflete a dificuldade crescente dos profissionais em manter suas atividades diante dos custos elevados.
Landim afirma que, na prática, muitos caminhoneiros já operam no prejuízo. Para ele, a renda atual não cobre sequer as despesas básicas da profissão, o que torna a paralisação uma medida inevitável diante do cenário econômico.
Apesar de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter anunciado a suspensão de tributos como PIS e Cofins, além de um programa de subsídio ao diesel, a categoria considera as ações insuficientes para conter os impactos do reajuste.
Entre as principais reivindicações estão a atualização da tabela de frete com base em custos reais e a isenção de tarifas para caminhões vazios. Segundo os organizadores, a situação atual remete diretamente à crise enfrentada em 2018, quando uma paralisação nacional provocou fortes impactos na economia.
O cenário internacional também pressiona os preços dos combustíveis. A instabilidade no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz — por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial — tem elevado os custos logísticos e contribuído para a alta global do diesel.