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Bolsonaro é internado em UTI com broncopneumonia e aliados voltam a defender prisão domiciliar

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Ex-presidente apresenta febre alta e queda na saturação; família afirma que situação de saúde exige mudança no cumprimento da pena

Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira (13) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar febre alta, calafrios, sudorese intensa e queda na saturação de oxigênio.

Exames clínicos, laboratoriais e de imagem confirmaram um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, que afeta os dois pulmões. De acordo com o boletim médico, o problema teria provável origem aspirativa. Bolsonaro recebe tratamento com antibióticos administrados por via venosa e suporte clínico não invasivo.

A informação sobre a internação foi divulgada nas redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou estar acompanhando o marido no hospital. Segundo ela, por permanecer ao lado do ex-presidente durante o tratamento, ficará temporariamente afastada do telefone, respondendo mensagens apenas quando possível. Michelle também agradeceu as orações e manifestações de apoio enviadas por apoiadores de todo o país.

O boletim médico é assinado pelos profissionais Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e Allisson B. Barcelos Borges. O documento informa que Bolsonaro segue sob monitoramento constante da equipe médica na UTI.

Filhos defendem prisão domiciliar

Durante visita ao hospital, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o estado de saúde do pai reforça a necessidade de que ele cumpra pena em prisão domiciliar.

Segundo o parlamentar, a situação atual exige sensibilidade das autoridades diante das condições clínicas do ex-presidente.

“Estão brincando com a vida do meu pai”, afirmou Flávio. “Não dá mais para tratar isso como exagero ou imaginar que ele representa risco de fuga. É preciso cumprir a lei com humanidade.”

Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro, quando passou a cumprir pena na chamada Papudinha, área do Complexo Penitenciário da Papuda destinada a ex-autoridades.

Vigilância durante a internação

Mesmo hospitalizado, o ex-presidente permanece sob vigilância policial permanente, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela execução da pena.

A decisão estabelece que agentes da Polícia Federal acompanhem Bolsonaro durante toda a internação no Hospital DF Star, com monitoramento 24 horas por dia enquanto durar o tratamento.

A internação ocorre em meio a uma onda de manifestações de solidariedade de apoiadores nas redes sociais, que pedem orações pela recuperação do ex-presidente.