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Ato na Paulista pressiona STF por anistia e reforça apoio a Bolsonaro em semana decisiva

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Manifestação reuniu quase 50 mil pessoas em São Paulo às vésperas do julgamento do ex-presidente e aliados por tentativa de golpe

Foto: Reprodução

Neste domingo (7), a Avenida Paulista foi palco de uma manifestação que reuniu aproximadamente 48.800 apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo estimativa do portal Poder360 a partir de imagens aéreas. A mobilização, organizada em defesa da anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, aconteceu em um momento estratégico: às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode definir o futuro político e jurídico do ex-mandatário.

Embora ausente por estar em prisão domiciliar desde 4 de agosto, Bolsonaro foi o centro do ato. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumiu protagonismo ao discursar pela anistia, reforçando sua aproximação com o eleitorado bolsonarista. Pesquisadores da USP também calcularam a presença de público, com estimativa de cerca de 42.200 pessoas, dentro de uma margem que varia entre 37.100 e 47.300 participantes.

O evento ocorreu em meio à expectativa para o julgamento da 1ª Turma do STF, marcado para os dias 9 a 12 de setembro. Bolsonaro e outros sete aliados – entre eles Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto – respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e dano ao patrimônio público. Caso seja condenado, Bolsonaro pode enfrentar de 12 a 43 anos de prisão.

Apesar de menor que o ato de 3 de agosto, que atraiu 57.600 pessoas, a manifestação deste domingo reforça a capacidade de mobilização da direita mesmo sem a presença física de Bolsonaro. A pauta da anistia, impulsionada por Tarcísio, ganha força em meio à tensão política e ao peso de um julgamento que pode alterar o equilíbrio do cenário nacional.

Desde 2023, atos em apoio a Bolsonaro apresentaram diferentes níveis de adesão, com o recorde registrado em fevereiro de 2024, quando mais de 300 mil pessoas tomaram a mesma avenida. O de 7 de setembro de 2025, menor em proporção, mostra que a base permanece ativa e disposta a pressionar as instituições em defesa do ex-presidente.