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Aprovação do PL Antifacção gera pressão para governo justificar voto contrário

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Hugo Motta diz que Executivo se afastou da realidade de famílias que convivem com violência diária.

Foto: Reprodução

Após a aprovação expressiva do PL Antifacção na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), afirmou na terça-feira (19) que o governo federal deve explicações à população por ter se posicionado contra o projeto. A matéria, voltada ao enfrentamento do crime organizado, avançou com 370 votos favoráveis e apenas 110 contrários.

Motta avaliou que a resistência da base governista ao texto, incluindo pedidos de adiamento e tentativa de resgatar a proposta original do Executivo, demonstrou desconexão com a urgência da segurança pública. As manobras não prosperaram e foram rejeitadas pelo plenário.

Para o deputado, famílias brasileiras lidam com medo cotidiano e esperam respostas concretas do Estado. Ele citou o exemplo de mães que acompanham seus filhos saindo para trabalhar sem a certeza do retorno seguro, reforçando que esse público busca resultados, não disputas políticas.

O parlamentar argumentou que as organizações criminosas ampliam sua influência em regiões onde o poder público enfrenta dificuldades de atuação, e que o projeto aprovado atende a um “clamor nacional” por maior proteção. “É a garantia do direito de ir e vir que está em jogo”, afirmou.