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Após mais de 100 picadas de abelha, adolescente diz que está “bem melhor” em Minas Gerais

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Safira Gomes foi cercada por um enxame enquanto levava a irmã à escola e recebeu ajuda de um motociclista e voluntárias antes de ser encaminhada ao hospital.

Foto: Reprodução / TV Globo

Uma adolescente de 13 anos se recupera depois de receber mais de 100 picadas de abelha em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Safira Gomes ainda permanece internada, mas apresentou melhora no inchaço e nas dificuldades para falar e se alimentar após o ataque.

O caso aconteceu quando a menina caminhava pela rua para levar a irmã mais nova à escola. Uma colmeia que estava no alto de uma árvore caiu em um terreno próximo à calçada, provocando a movimentação do enxame e deixando Safira cercada pelos insetos.

Motociclista interrompe trajeto para ajudar

O motociclista Vinícius passava pelo local a caminho do trabalho quando percebeu a situação. Ele parou para tentar retirar a adolescente do meio das abelhas e também acabou sendo atacado, recebendo cerca de 40 picadas.

Imagens registradas por uma câmera instalada no capacete dele mostram parte do resgate. Segundo Vinícius, havia abelhas no nariz, na boca e nos ouvidos de Safira. Funcionárias de um projeto social próximo ouviram os pedidos de socorro, abriram o portão da instituição e utilizaram mangueiras para afastar os insetos.

As voluntárias mantiveram a água sobre a adolescente por aproximadamente três minutos, enquanto aguardavam a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma das participantes relatou preocupação ao perceber que havia abelhas nas vias aéreas e nos ouvidos da menina.

Adolescente relata melhora após o ataque

Safira recebeu os primeiros atendimentos em uma unidade de saúde e posteriormente foi encaminhada ao Hospital Municipal de Contagem, onde permaneceu sob acompanhamento médico devido à quantidade de picadas.

Em entrevista ao Fantástico, a adolescente contou que a recuperação trouxe uma melhora significativa em relação aos primeiros momentos após o ataque.

“Comparado a quando eu tinha chegado, que eu estava bem inchada, eu estou bem melhor. Eu estava falando embolado e quase não estava conseguindo abrir a boca para comer, então está bem melhor”, disse Safira.

A adolescente também agradeceu ao motociclista que participou do resgate e afirmou que teve medo de permanecer no local sem receber ajuda.

“O que eu sinto agora é muita gratidão por Deus ter enviado ele para me ajudar. Eu imaginava que ia ficar lá e ninguém ia me ajudar. Então, Deus ter enviado ele para mim foi a melhor coisa que aconteceu”, afirmou.

Segundo a equipe médica citada no material, ataques com múltiplas ferroadas exigem atenção especial em crianças por causa dos riscos de toxicidade e de complicações respiratórias. A orientação apresentada é buscar atendimento médico imediato diante de sintomas como falta de ar, tosse, chiado no peito, vômitos ou inchaço intenso.

Vinícius afirmou que decidiu intervir por instinto ao perceber a adolescente pedindo socorro. Pai de duas meninas, ele contou que pensou nas próprias filhas durante o episódio.

A adolescente poderá receber alta após uma nova avaliação médica.