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Rio Negro em Manaus desce quase 2 metros em 16 dias e agrava crise da estiagem no Amazonas

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Na sexta-feira (16), o governo voltou a divulgar o relatório da estiagem no estado, que já afeta 111 mil pessoas.

O nível do Rio Negro em Manaus registrou uma queda de 1,90 metros em apenas 16 dias, de acordo com dados do Porto da capital. Na última sexta-feira (16), o rio estava com um nível de 23,28 metros.

A previsão do governo do Amazonas para 2024 é de uma seca severa, comparável ou até pior do que a do ano passado, quando o Rio Negro atingiu seu nível mais baixo em 120 anos. Essa estiagem colocou Manaus em situação de emergência, levando ao fechamento de escolas na zona rural e alterando a paisagem de pontos turísticos importantes.

Este ano, o governo estadual já decretou situação de emergência em 20 municípios devido à seca. Em Envira, os impactos são sentidos pela população, com desabastecimento e aumento nos preços de itens da cesta básica.

Na sexta-feira, o governo também divulgou um relatório sobre a estiagem no estado, que já afeta 111 mil pessoas.

Em Manaus, a última vez que o nível do Rio Negro caiu foi em novembro do ano passado. Desde então, o rio vinha subindo lentamente, até que, em 17 de junho, estabilizou-se. A partir de 23 de junho, as águas começaram a recuar, resultando em uma queda de mais de três metros. Apenas em agosto, a média de descida foi de 11,8 centímetros por dia.

Comparado ao mesmo período do ano passado, o recuo do rio aumentou em 54%.

A crise também é sentida em outras cidades, como Itacoatiara, Tabatinga e Coari. Em Itacoatiara, o Rio Amazonas recuou 1,02 metros entre o dia 8 e este sábado (17). Em Tabatinga, o Rio Solimões registrou 0,06 centímetros de altura, enquanto em Coari, o mesmo rio desceu dois metros em oito dias.

Foto: Reprodução