Amazonas
Rede estadual de educação: greve de professores persiste diante da recusa do governo

O governo do Estado divulgou ontem uma nota afirmando que só retomará as negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) quando os professores encerrarem a greve, pois o sindicato recusou a proposta de encerramento do movimento. A paralisação teve início na quarta-feira da semana passada.
De acordo com o governo, a Justiça do Amazonas considerou a greve ilegal e determinou uma multa diária de R$ 30 mil, por meio de uma decisão emitida pelo desembargador Domingos Chalub. Além disso, enfatizou que os profissionais envolvidos no movimento terão os dias não trabalhados descontados, conforme a legislação trabalhista e a decisão judicial.
O desconto das faltas também foi autorizado pelo magistrado em uma decisão proferida na segunda-feira da semana passada.
Na nota, o governo ressaltou que, em uma reunião realizada no dia 18, com representantes do Sinteam e membros da Assembleia Legislativa, foi oferecido um reajuste imediato de 8% sobre a data base, a retirada das faltas dos trabalhadores da educação durante a greve, o estudo para pagamento de progressões por titularidade e tempo de serviço, além da negociação relacionada ao fim da ação pública junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas, que proibiu o movimento grevista, desde que as aulas fossem retomadas imediatamente.
Em uma assembleia realizada na manhã desta segunda-feira, os trabalhadores da rede estadual de educação decidiram rejeitar a contraproposta do governo do Estado, que oferecia um reajuste salarial de 8% e a suspensão da greve.
Em resposta, o sindicato emitiu uma nota rebatendo a afirmação de que a greve é ilegal. O sindicato mencionou o descumprimento da data-base e das progressões previstas em lei. Além disso, ressaltou que a liminar concedida pelo desembargador Chalub não é definitiva e que estão buscando solucionar a questão judicialmente.
O sindicato também contestou a declaração do governo de que não havia uma contraproposta no dia 18 de maio, argumentando que já haviam passado 71 dias desde o recebimento da pauta de reivindicação da categoria. Além disso, mencionou o argumento do governo sobre a redução da arrecadação este ano, destacando que o Estado teve um recorde de receita no ano passado, mas não concedeu o reajuste de 10,54% nem o pagamento retroativo das datas-base de 2020 e 2021.
