Amazonas
Nível do Rio Negro continua em alta e atinge 14 dias seguidos de crescimento em Manaus

Nesta segunda-feira (18/11), o Rio Negro apresentou uma elevação de 19 cm, mantendo o mesmo ritmo de subida pelo quarto dia consecutivo. De acordo com os dados do Porto de Manaus, o nível mais baixo da estiagem foi registrado em 4 de novembro. Desde então, o rio acumulou um aumento de 1,74 m ao longo de 14 dias.
Segundo o Porto, a partir de 5 de novembro não foram mais observadas quedas no nível do rio, que registrou elevação de 1 cm nesse dia. Desde então, o Rio Negro segue em uma trajetória contínua de subida, já somando 14 dias consecutivos de elevações.
Expectativa de melhora na indústria e comércio
O período de cheia já representa um cenário positivo para a indústria e o comércio. O superintendente da Zona Franca de Manaus (ZFM), Bosco Saraiva, analisou os números como positivos para as atividades industriais.“A subida das águas transmite para o povo em geral a normalidade com relação à navegação, e isso, de forma indireta, afeta positivamente o Polo Industrial, considerando que as medidas tomadas pelas empresas para abastecerem seus estoques de insumos e, com isso, diminuírem os impactos da seca, foram suficientes para manter a normalidade da produção na ZFM”, afirmou.
A subida dos rios também é observada no setor de vendas, que, segundo o presidente da Federação do Comércio no Amazonas (Fecomércio-AM), é oportunidade de restabelecer a normalidade comercial.“A subida dos rios nos tranquiliza, nos dá uma sensação de que nós vamos ter um período menor de estiagem e que a navegação, dentro de mais um mês, dois meses, no máximo, ela estará restabelecida e tudo voltará ao normal”, disse Frota.
O presidente da Fecomércio ressaltou que a estiagem alterou os preços, por precisar de maior programação para o funcionamento das atividades que dependem do escoamento de mercadoria nos rios.“Então, a minha expectativa é que, mesmo com as dificuldades, nós estamos apontando para um crescimento das vendas do comércio, porque todo mundo se planejou, todo mundo fugiu dos custos elevados que nos atingiram no ano passado e isso favoreceu o próprio abastecimento da população e, naturalmente, um planejamento melhor dos produtos que o comércio realmente teria que oferecer à população”, destacou.