Amazonas
Indústria, empregos e bioeconomia impulsionam desempenho econômico do Amazonas em 2025
Estado amplia investimentos industriais, gera empregos, fortalece o Polo Industrial de Manaus e avança na bioeconomia com políticas públicas estratégicas

O ano de 2025 consolidou o Amazonas como um dos destaques econômicos do país, impulsionado por políticas públicas voltadas ao fortalecimento da indústria, geração de empregos e diversificação produtiva. Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) apontam resultados expressivos em investimentos, desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM), comércio exterior e iniciativas sustentáveis, com destaque para a bioeconomia.
Ao longo de 2025, o Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou 320 projetos industriais, que somam investimentos superiores a R$ 7,9 bilhões — chegando a R$ 7,96 bilhões em estimativas oficiais. As iniciativas possibilitaram a criação de cerca de 9,1 mil postos de trabalho, entre novas vagas e reaproveitamento de mão de obra qualificada.
Considerando o período de 2019 a 2025, a atual gestão contabiliza 1.704 projetos aprovados pelo Codam, totalizando R$ 64,3 bilhões em investimentos e a projeção de 81,2 mil empregos. A Zona Franca de Manaus (ZFM) permanece como o principal vetor desse crescimento, sustentada por incentivos fiscais e por uma estrutura industrial consolidada que continua atraindo empresas nacionais e internacionais.
O Polo Industrial de Manaus apresentou desempenho recorde em 2025. Entre janeiro e outubro, o faturamento alcançou US$ 34 bilhões, um crescimento de 6,04% em relação ao mesmo período de 2024. Setores como eletroeletrônicos, duas rodas e bens de informática lideraram a produção, reforçando o papel da indústria como base da economia estadual.
No mercado de trabalho, os indicadores também foram positivos. O Sistema Nacional de Emprego (Sine Amazonas) registrou seu melhor desempenho dos últimos cinco anos, com mais de 2,2 mil trabalhadores inseridos no mercado formal — alta de 87,39% em comparação a 2024. Programas como o Sine Primeiro Emprego tiveram papel relevante, ao oferecer capacitação e certificação profissional para jovens, ampliando a inclusão e a qualificação da mão de obra local.
A economia criativa ganhou espaço ao longo do ano. Até novembro, o artesanato amazonense movimentou R$ 6,77 milhões. Um dos principais destaques foi o Festival de Parintins, em julho, quando a Mostra de Artesanato e Economia Solidária alcançou faturamento de R$ 2,3 milhões, beneficiando diretamente artesãos e valorizando produtos tradicionais, como biojoias, peças em madeira e itens de origem indígena.
No comércio exterior, o Amazonas movimentou US$ 15,7 bilhões em 2025, reforçando sua inserção no mercado internacional. O volume reflete tanto a importação de insumos para o PIM quanto o crescimento das exportações de produtos manufaturados, contribuindo para resultados positivos em setores estratégicos da economia estadual.
O crescimento econômico também se refletiu no Produto Interno Bruto (PIB). O Amazonas passou de R$ 108,1 bilhões em 2019 para uma estimativa de R$ 179,8 bilhões em 2025, o que representa uma expansão de 66%. O desempenho evidencia a resiliência da economia local, mesmo diante de desafios nacionais, como o cenário de juros elevados.
No campo da sustentabilidade, o governo estadual sancionou uma nova legislação de incentivos à bioeconomia e lançou o Plano Estadual de Bioeconomia durante a COP30, realizada em Belém (PA). Construído de forma participativa, com envolvimento de municípios, pesquisadores e comunidades tradicionais, o plano busca conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, estimulando cadeias produtivas baseadas na biodiversidade amazônica.
Outras ações relevantes incluíram a publicação da 35ª edição do Anuário Estatístico do Amazonas em formato digital interativo, o lançamento do material “Amazonas em Mapas”, o apoio a projetos sustentáveis, a ampliação da rede do Sine e a definição de prioridades no Plano de Desenvolvimento da Faixa de Fronteira.
Para o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, os resultados refletem escolhas estratégicas. “Encerramos 2025 com resultados históricos porque adotamos políticas públicas que fortalecem o ambiente de negócios, atraem investimentos e geram emprego e renda em todo o Amazonas”, destacou.
Com esses indicadores, o Amazonas encerra 2025 consolidado como um exemplo de desenvolvimento equilibrado, aliando crescimento industrial, inclusão social e avanços na bioeconomia, e projetando um futuro mais diversificado e sustentável para o estado.