Amazonas
Em Manaus, novo cenário de fumaça impacta qualidade do ar
Essa é a segunda vez que o fenômeno atinge a capital amazonense, que vive uma grave crise ambiental, agravada pelas queimadas e pela seca histórica que atinge a região.

Neste domingo, Manaus amanheceu coberta por uma nova “onda” de fumaça, marcando a segunda vez que esse fenômeno afeta a capital amazonense. A cidade enfrenta uma séria crise ambiental, agravada pelas queimadas e pela histórica seca que assola a região.
No início do mês, Manaus já havia sofrido com a presença de fumaça, cuja origem, segundo o Ibama, estava ligada a incêndios que ocorreram na Região Metropolitana da cidade. O estado do Amazonas apresenta o pior registro de incêndios para o mês de outubro em 25 anos.
Neste domingo, a fumaça retornou e afetou vários pontos da cidade. A Ponte Negra viu o Rio Negro e a Ponte Jornalista Phelippe Daou ficarem encobertos pelo fenômeno. O Teatro Amazonas, localizado no Centro, também foi afetado. Como resultado, a qualidade do ar na capital piorou novamente, sendo classificada como péssima. De acordo com o sistema “Selva” da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), as áreas mais atingidas pela fumaça foram as zonas Leste e Sul.
Em bairros como Colônia Oliveira Machado, o nível de poluição do ar atingiu 166, considerado péssimo, em comparação com o intervalo de 125 a 160. No Distrito Industrial, o nível chegou a 164, enquanto o Bairro de Aparecida, na Zona Sul, registrou uma marca de 152 na poluição do ar.
Foto: Luciane Marques/Rede Amazônica
