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Desmatamento na Amazônia continua em alta, com segundo pior resultado para o primeiro trimestre desde 2016

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Daniel Beltra/Greenpeace

O desmatamento na Amazônia Legal continua em alta, de acordo com dados do sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O primeiro trimestre de 2023, que abrange os meses de janeiro a março, registrou um total de 844,7 km² de floresta desmatada, o segundo pior resultado para o período desde o início da série histórica em 2016.

O mês de março foi especialmente preocupante, com 356 km² de área sob alerta de desmatamento, o terceiro pior resultado para o período desde 2016. O Amazonas liderou o ranking com 127 km² de área desmatada, seguido pelo Pará com 83 km² e Mato Grosso com 80 km².

Os números atuais representam uma reversão dos dados divulgados em janeiro deste ano, quando o desmatamento na Amazônia Legal foi de 167 km², uma redução de 61% em relação ao mesmo mês de 2022, quando a destruição chegou a 430 km².

Em fevereiro, um levantamento do Greenpeace Brasil apontou que o estado de Mato Grosso liderou a maior área de alerta de desmatamento no mês, com 162 km² (50,3% do total de 322 km²). Em seguida, vieram o Amapá e o Amazonas, ambos com 46 km² (14,2% do total).

O sistema Deter, embora não seja considerado o dado oficial de desmatamento, é considerado o mais preciso em relação às medições de taxas anuais e cobre alterações florestais para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²). A Amazônia Legal é composta por nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão.