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Cratera avança na zona Norte de Manaus e moradores seguem expostos a risco após meses de espera

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Erosão cresce após chuvas intensas, ameaça casas no conjunto Canaranas e evidencia demora do poder público em apresentar solução definitiva

Imagem: Frame de Vídeo / Reprodução

Moradores da rua Ladário, no conjunto Canaranas, na zona norte de Manaus, voltaram a registrar no domingo (18) o avanço de uma cratera de grandes proporções que se intensificou após as fortes chuvas. As imagens mostram o esgoto sendo engolido pela erosão, formando uma espécie de “cachoeira” e ampliando o risco para residências localizadas nas proximidades.

A situação preocupa a comunidade, que convive há meses com o medo de novos deslizamentos. Um caso semelhante ocorreu em 19 de março de 2025, quando um processo erosivo provocou o desabamento de parte da rua da Paz, na comunidade Fazendinha, resultando na morte da líder comunitária Sammya Costa Maciel, de 45 anos.

Segundo a Defesa Civil de Manaus, o local no conjunto Canaranas está sob monitoramento desde o dia 6 de março de 2025. O diretor de Operações do órgão, José Mendes, informou que as famílias que vivem na área de risco foram notificadas sobre a necessidade de deixar os imóveis e cadastradas para receber auxílio-aluguel.

“Identificamos o risco de deslizamento e reunimos essas famílias para realizar o cadastro. Explicamos a necessidade do registro para que fossem amparadas pela legislação. Todas as casas estão recebendo auxílio desde outubro”, declarou Mendes.

Apesar do acompanhamento técnico, moradores relatam que, na prática, nenhuma solução definitiva foi apresentada até o momento. A erosão continua avançando, enquanto a comunidade permanece exposta ao perigo, o que levanta críticas sobre a demora do poder público em intervir de forma efetiva na área afetada.

Atualmente, as famílias recebem um auxílio conjunto, municipal e estadual, no valor de R$ 1.200. No entanto, os beneficiários afirmam que o montante não é suficiente para garantir aluguel em condições adequadas na capital amazonense.

Sem alternativas viáveis e temendo perder seus bens, muitos moradores optam por permanecer nas residências interditadas, mesmo diante das placas de alerta e do solo visivelmente comprometido. Enquanto isso, a comunidade segue aguardando ações concretas que possam garantir segurança e dignidade às famílias que vivem sob a ameaça constante da erosão.

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Vídeo: Reprodução REDE SOCIAL