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Casos e óbitos por vírus respiratórios caem no Amazonas, aponta novo boletim

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Não há registro de óbito de SRAG no último sete dias no Amazonas

Foto: Divulgação/FVS-RCP

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) divulgou, nesta segunda-feira (07/04), uma nova edição do Informe Epidemiológico sobre Vírus Respiratórios no estado. O boletim, disponível no site www.fvs.am.gov.br, destaca a queda nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionados a vírus respiratórios.

Entre os dias 1º de janeiro e 5 de abril de 2025, o Amazonas contabilizou 980 notificações de SRAG. Desse total, 324 casos foram confirmados como causados por vírus respiratórios. O número representa uma redução de 17% em comparação com o mesmo intervalo de 2024, quando foram notificados 391 casos com esse tipo de agente.

No mesmo período deste ano, foram confirmadas 15 mortes atribuídas a vírus respiratórios. Dentre elas, 13 foram causadas pela Covid-19, uma pelo rinovírus e outra pelo parainfluenza. Esse total representa uma diminuição de 54,5% frente ao ano passado, que registrou 33 óbitos por SRAG de origem viral.

Nas últimas três semanas, compreendidas entre 9 de março e 5 de abril, os grupos mais afetados pela doença foram os idosos com 60 anos ou mais (29,9%), seguidos por bebês com menos de 1 ano (22,5%), crianças de 1 a 4 anos (15,4%), pessoas entre 40 e 59 anos (10,2%), de 20 a 39 anos (9,9%), de 5 a 9 anos (8,3%) e adolescentes entre 10 e 19 anos (3,7%).

Ainda nesse período, os exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), vinculado à FVS-RCP, apontaram os principais vírus detectados em circulação: rinovírus (56%), influenza B (23%), influenza A (8,4%), coronavírus SARS-CoV-2 (6,6%) e adenovírus (6,3%).

Rede de Assistência Estadual

De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a ação integrada entre vigilância e assistência vem contribuindo para o maior controle de SRAG no Estado. A rede estadual conta com 17 unidades de referência para atender a população, com equipes capacitadas para prestar total assistência.

São estratégias essenciais no controle de SRAG nas unidades de saúde a triagem de sintomáticos respiratórios, testagem rápida para diagnóstico de Covid-19, exames laboratoriais para identificação de outros vírus, exames de imagem e tratamento, conforme o quadro clínico do paciente.

Estratégias como o programa Alta Oportuna, implantado nos prontos-socorros infantis, são exemplos de ações que vêm contribuindo com o maior controle. A medida, que consiste em entregar aos pais o kit de medicamento e orientações para o tratamento em casa, após a alta hospitalar, não só vem ajudando a evitar que a criança retorne ao hospital, como também ajuda a desafogar a rede de urgência e emergência.

De acordo com a SES-AM, o atendimento inicial às síndromes gripais deve ser buscado nas Unidades Básicas de Saúde. Em casos mais graves, buscar atendimento hospitalar.

Medidas de Prevenção

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim orienta que, para prevenir as síndromes respiratórias, é fundamental adotar medidas simples, como a higienização frequente das mãos, a prática da etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar) e evitar aglomerações.

É imprescindível que pessoas com sintomas respiratórios, profissionais de saúde, os que precisam entrar em contato com indivíduos sintomáticos e quem faz parte de grupo de risco, como idosos, quem tem comorbidades e indivíduos com doenças de imunossupressão usem máscara de proteção respiratória para evitar transmissão de vírus respiratórios.

É ainda essencial proteger crianças menores de seis meses de idade, evitando a exposição a ambientes de risco. A vacina contra Covid-19 e Influenza é distribuída para todo o Amazonas e é recomendada para o público elegível, sendo uma medida importante para a redução da transmissão e a prevenção de complicações graves das doenças.