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Rochas em caverna de Marte sugerem existência de vida há bilhões de anos

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Com o Perseverance Rover na Nasa, pesquisadores identificaram condições no Planeta Vermelho semelhantes a de locais habitáveis na Terra

O Perseverança Rover da Casa, parte da missão Mars 2020 Perseverance, fez uma descoberta importante que pode ajudar a entender se o Planeta Vermelho já habitou vida em algum momento. Após ter identificado a captação dos sons na superfície do planeta, o robô da missão achou agora rochas alteradas por água que podem ser a chave para compreender a história de Marte.  

As rochas foram encontradas no fundo da cratera Jezero. O local de escavação foi escolhido porque tem um longo rio delta — foz de um rio formada por vários canais ou braços do leito do rio — que se inundou para um lago antigo.

Para os pesquisadores, essas rochas podem sinalizar a existência de vida do Planeta Vermelho há bilhões de anos. “Esses tipos de ambientes na Terra são lugares onde a vida prospera. O objetivo de explorar o rio e a cratera é procurar nesses ambientes, outrora habitáveis, rochas que possam conter evidências de vida antiga”, explica a astrobióloga Amy Williams, que participou do trabalho de descoberta das rochas.

Mais detalhes da expedição

O Perseverance pousou no fundo da cratera Jazero em fevereiro de 2021 e desde então os pesquisadores exploram a composição geológica do chão da cratera usando ferramentas acopladas no robô para tirar fotos e analisar a composição química das rochas, além de observar a estrutura no subsolo.

No chão da cratera os especialistas descobriram mais erosões do que estavam esperando. Essas erosões expuseram uma cratera criadas por rochas formadas de lava e magma, também conhecidas como rochas ígneas.

Segundo os pesquisadores, eles esperavam encontrar rochas sedimentares do lago ou do rio em cima dessas rochas ígneas, no entanto, ponderam que é muito possível que as rochas sedimentares mais macias tenham se desgastado ao longo de eras, deixando as rochas ígneas mais duras para trás.

Outro detalhe interessante é que essas rochas foram alteradas pela água, o que corrobora com a teoria de que Marte já teve um passado aquático.

O material foi armazenado dentro do Rover e retornará à Terra ao final da missão exploradora em Marte. A partir disso, os pesquisadores estudarão as características delas.

Foto: NASA

Fonte: Agência Brasil